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Educação! Bate leve, levemente…

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jose-saramago

Quando as nossas elites, principalmente as políticas, na sua maioria, não ouvem o que dizem, não pronunciam o que deviam e a expressão verbal se torna uma amalgama de detritos fonéticos, é suficientemente credível, este facto, para se saber de antemão que todo e qualquer tipo de orientação educacional está perigosamente comprometido quanto ao seu digno desenvolvimento, seja ele cultural ou social. Sabe-se, também, que é através do nível educacional e cultural de um povo que todas as outras áreas se movimentam, crescem e fortalecem. O marasmo em que o nosso país vive, em todas as áreas, toma especial relevância o sistema educativo. Este artigo, dá-nos um retrato triste do que afinal se sabe acerca da Língua Portuguesa no final do ensino secundário. Nada disto tem que ver com “acordos” ou “desacordos” ortográficos. É má a nossa expressão oral e escrita. Comentadores (o país dos comentadores), políticos, eletricistas, professores, metalúrgicos, jornalistas e tudo o que o nosso parlamento tem em demasia (deputados) fazem-nos o “deleite” com a criatividade da má educação, seja ela personificada pela ausência do saber-estar, saber-fazer, saber-ser ou simplesmente saber-expressar/dialogar.

À semelhança da Universidade de Aveiro, a Universidade da Beira Interior – UBI também apresenta agora, em vésperas de escolhas quanto ao curso superior que milhares de alunos estão prestes a realizar, um programa de incentivo com o intuito de captar mais jovens para estudar no interior do país. Premiar o mérito, com a isenção de propinas, creio ser uma opção correta e replicável a outras instituições. Muitas há e haverá em que o poder económico se sobrepõe, mas a mediocridade também tem de existir, só desta maneira saberemos o que é ou não meritório. Saliento, no entanto, um outro fator extremamente importante. O interior do país precisa, como de pão para a boca, de gente nova, dinâmica, empreendedora e que acrescente desenvolvimento. Escusado será dizer que estamos mais longe do centro, mas nos dias que correm o longe é cada vez mais perto e como em tudo na vida, pesando os prós e os contras o interior sai a ganhar em qualidade de vida.

Este artigo, embora com alguns dias, leva-me a uma reflexão mais profunda em torno da Educação, aquela que tem andado arredada dos media e suas corporações ou oligarquias, sejam elas políticas, financeiras ou de outra qualquer índole. A Educação que me refiro prende-se com o legado das nossas árvores genealógicas. Tem séculos de história, com raízes profundas em todas as camadas sociais por essa Europa fora. A aceitação e integração do ser diferente não deve, de modo algum, fazer-nos esquecer de onde viemos, como chegámos aqui e que percurso tomar, tendo sempre, sempre, o bem comum como fim. A espiritualidade é intrínseca ao ser humano, lógico que a exceção  faz a regra, mas se lermos este artigo com a devida atenção e laicidade, veremos que os que decidem por todos nós, escolhidos por uns quantos membros de clubes privados e opacos, a que damos o nome partidos políticos, sindicatos e seus tentáculos, não por nós, não passam de oportunistas em busca do poder.

O que se escreve e como se escreve nos exames nacionais de português

(António Carlos Cortez)

Universidade da Beira Interior oferece propinas a alunos com média de 18

(Agência Lusa)

Os ‘esses jotas’ e os ‘ex-jotas’

(P. Gonçalo Portocarrero de Almada)

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