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Editorial do Público questiona o timing do Ministério da Educação. Eu questiono a ausência do Ministro.

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bater-na-portaA postura do Ministro Tiago Rodrigues tem-se pautado pela descrição, quem o conhece saberá se estamos a assistir apenas a um reflexo da sua personalidade.

Não deixou de ser estranha a sua ausência em momentos que foram claramente favoráveis à sua imagem, como o fim da BCE. Vê-se que o Ministro não é um político, pois se o fosse não perderia a oportunidade de aparecer com pompa e circunstância. Talvez o Ministro queira ser reconhecido não por aquilo que diz mas por aquilo que faz, um estilo que até é do meu agrado. Porém, nos momentos em que são anunciadas medidas que alteram significativamente o funcionamento das escolas, uma explicação em PDF não é suficiente. Deve o responsável máximo pela educação em Portugal, dar a cara e esclarecer todas as dúvidas que possam surgir. Nos próximos dias deve surgir certamente uma qualquer entrevista, para que  possamos todos saber qual o caminho para a educação nos próximos anos.

Aquilo que foi visto no passado como uma atitude inteligente, revelando até uma abordagem antivedeta, pode rapidamente transformar-se numa postura distante, apresentando um vazio comunicacional difícil de compreender. Os professores têm levado muita pancada nos últimos anos, não dizer nada é uma evolução, mas talvez seja preciso um pouco mais…

Hoje no editorial do Público, questiona-se o timing do ME.

Tinha que ser assim? Não, não tinha

Ontem, menos de 24 horas depois de ter recebido um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), aliás pedido pela AR, favorável à continuação dos exames do 4.º e 6.º anos, ainda que revistos nos seus moldes actuais, o Ministro da Educação veio anunciar a sua extinção, e já no corrente ano lectivo. Medida acertada, dirão muitos. Mas apressada, dirão outros. É que, sem discutir agora a justeza de tal abolição ou os argumentos que lhe serviram de base, e que têm vindo a ser repetidos por muitos professores desde que Nuno Crato os instituiu, não se entende o que levou o ministério ao anúncio de tal medida sem que tenha havido um período, por mínimo de fosse, de discussão mais alargada (“poupou” trabalho à AR, que ia discutir uma proposta do PCP para acabar com tais exames) com os vários intervenientes. Alguns já pressentiam tal medida, mas os pormenores só foram conhecidos com o anúncio ministerial (a substituição dos exames por provas de aferição mas em diferentes períodos, no 2.º, no 5.º e no 8.º anos). Sobretudo, não se entende por que tal medida, junto com outras que venham ser tomadas (e mais virão, certamente), não foi aplicada apenas no próximo ano lectivo, mas neste, que já vai a meio. Pressa? Descontrolo?

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