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E tudo o vento levou

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Depois de todas as promessas e devaneios cumpridos, para satisfazer a gula dos partidos mais à esquerda do governo e entregar-lhes literalmente setores vitais para o país, seja a educação ou os transportes, começa o verdadeiro fado, triste, melancólico, esganiçado nalguns casos e agressivo noutros. Este artigo antecipa o deserto que vamos ter de atravessar no próximo ano letivo, quiçá nos próximos. A ignorância do nosso povo, cultivada de raiz pelos arautos dos direitos e benesses, faz com que caiamos sempre na mesma armadilha. Nunca fomos ricos,  não o somos e duvido que algum dia o sejamos, mas para manter o poder e fossilizar cada vez mais as personagens que encarnam os nossos políticos, passado algum tempo, mostram verdadeiramente quem são, ao que vêm. Temos deputados a mais, ex-presidentes com excesso de regalias e mordomias, votamos em partidos políticos e não em pessoas reais, corrupção todos os dias, partidos políticos com frotas automóveis topo de gama, sedes partidárias isentas de IMI, gestores públicos incompetentes. Enfim, um rol de barbaridades que nenhum de nós merece, mas as escolas estão a começar a pagar a fatura, além dos hospitais.

Enquanto isto um novo Observatório da Educação, independente e credível o suficiente, vai realizar um estudo durante os próximos três anos para medir a temperatura ao nosso sistema educativo em várias áreas. Confesso que fiquei muito curioso quanto aos resultados que vierem a ser apurados. Digo isto tendo em conta os relatórios que são conhecidos sejam eles da OCDE, CNE, ME, INE, entre outros. Saliento o facto da Universidade Nova de Lisboa em parceria com a University College London serem o cérebro deste EDULOG. Aguardemos.

Começaram hoje as candidaturas ao ensino superior. Começa o suplício económico para a grande maioria das famílias que o podem suportar, mas deixo um alerta que mal se ouve no meio da barafunda politico-partidária, pois nem a comunicação social o aborda como devia, alguma nem abordagem faz, a um grave e persistente problema. A falta de empregabilidade. Há instituições que abrem cursos que não lembram a mais ninguém. Os jovens querem ir para a universidade e os pais querem ter filhos “doutores”, mas esquecem o número de doutores que estão espalhados pelas caixas dos hipermercados e afins. Independentemente de quem estiver na oposição ao governo a culpa é sempre do outro e os sindicatos não mexem uma palha para que isto mude. Porquê? Fácil. Se mexerem no ninho vão atirar com muitos docentes para o desemprego, logo menos receita. É preferível continuar a manter docentes, muitos sem a mínima competência, outros a lecionar disciplinas cujo nome é indecifrável e nada têm que ver com o curso em si. Tudo isto em detrimento do emprego dos recém licenciados, mestres ou doutorados. Se não houver ajuste estrutural ao mercado de trabalho vamos continuar a aumentar o número de graus académicos superiores, mas servem somente para os números dos políticos e em nada contribuem para o desenvolvimento do país.

Escolas sem dinheiro para pagar contas

(Paulo Cunha)

Novo Observatório da Educação terá resultados dentro de um ano

(Agência Lusa)

Candidaturas ao ensino superior arrancam esta quinta-feira

(Agência Lusa)

2 COMMENTS

  1. Sem dúvida que têm sido os comunistas a ”espatifar” tudo! Ah grandes malvados! E o povo, que é cego, vota sempre neles…
    O que esperavam depois de terem furibundos marxistas à frente da EDP, dos Correios; da CGD ? Agora aguentem!

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