Início Família E se pudéssemos escolher os nossos pais?

E se pudéssemos escolher os nossos pais?

110
1

Escolhemos os amigos, escolhemos com quem casamos, escolhemos o carro, a casa, o clube a religião etc… Mas quando falamos de família as nossas escolhas não existem. A lotaria da genética faz das suas e nem sempre corre bem.

Não são só os pais que têm motivos de queixa dos seus filhos, estes também têm razão de queixa e não é pouca… Na escola temos conhecimento de situações que por vezes nos surpreendem e apesar de não justificarem tudo, justificam muita coisa.

No artigo do Observador, intitulado Os pais também se educam?, constam testemunhos que merecem ser lidos e no final surge a opinião da mediadora familiar Margarida Vieitez e que transcrevo.

Apesar das diferenças de idades, todos os testemunhos apresentam pontos em comum e colocam a tónica na importância da comunicação. Os problemas que moldam a relação entre pais e filhos não são, por ventura, suficientes para quebrar os laços que, segundo a mediadora familiar Margarida Vieitez, são praticamente elásticos e eternos. Vieitez chega ao ponto de dizer que não existem más relações entre pais e filhos, antes uma dificuldade em se encontrarem, “porque estão tão centrados em si próprios, e na sua razão, que não conseguem ver para além disso”. O segredo, diz, está no “crescimento conjunto” de ambos.

“Pais e filhos estão em permanente aprendizagem. Todos estamos”, acrescenta a também terapeuta, não sem antes sublinhar a importância da escuta ativa. Porque é fundamental que os pais oiçam os filhos e, consoante as idades, sejam eles (ou não) a tomar as decisões. Por isso, e para responder à pergunta formulada no título: sim, os pais também se educam.

Não corroboro da opinião da referida mediadora, existem más relações entre pais e filhos e não é verdade que pais e filhos estejam em permanente aprendizagem. É uma visão demasiado romântica das relações familiares pois cada um de nós tem personalidades compatíveis e incompatíveis. E não é o tempo, o local, ou outrem que endireita o que não pode ser endireitado.

A nossa matriz é a nossa matriz, podemos tolerá-la durante algum tempo, podemos aceitá-la porque uns são pais e outros são filhos, mas quando os filhos se tornam pais, quando os filhos ganham voz, as relações pais – filhos, apesar de continuarem a existir, cingem-se apenas aos limites do cartão do cidadão.

As relações familiares podem ser um autêntico tormento, mas o que acontece muitas vezes, é que o “choque” de personalidades deve-se devido às suas semelhanças e não diferenças. E aí meus caros, ambos são culpados, ambos são vítimas e ambos não conseguem ver que o problema está no outro mas está principalmente neles próprios…

COMPARTILHE

1 COMENTÁRIO

  1. Algo impossível. Logo não valerá perder tempo com o impossível.

    Dado que aqui poderíamos perguntar para que querem os Pais querer ter filhos? Serão capazes de os educar verdadeiramente?

    Antes ir para o mas conseguível……. que talvez seja fazer com que os Pais, estejam mais aptos a saber sê-lo….

    Obrigado

    Augusto

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here