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E se no futuro os professores não corrigissem testes?

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Teacher with papers

O artigo da Anabela Magalhães, criou uma onda de lamentos em diferentes grupos do Facebook em virtude dos professores passarem o Carnaval enfiados em casa e a corrigir centenas de testes. Vejam os links em baixo.

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Movimento pela vinculação de professores contratados

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É apenas mais uma prova que os professores nas interrupções letivas não ficam sem trabalho. O que acontece é que aproveitam o tempo sem aulas para não sobrecarregar os seus serões com trabalho escolar. Mas só existe um Carnaval e nas outras alturas do ano os professores bem que podem esquecer a família, a novela ou o jogo da bola para se dedicarem ao mundo fabuloso da correção dos testes, pois no dia seguinte os interessados começam logo a pressionar…”professora, quando é que entrega os testes?”, como se o professor não tivesse vida pessoal ou não precisasse de dormir…

Muitos professores, revoltados com a sua situação laboral, estão tentados a reduzir o seu trabalho não letivo e os testes estão claramente na linha da frente… Se em vez de fazerem dois, três ou quatro testes por período se fizerem apenas um, terão uma redução significativa do seu trabalho, mas o seu sentido de responsabilidade e devoção para com os alunos impede muitas vezes a execução dessa escolha, pois um momento de avaliação pode não refletir a real valia do aluno. E a avaliação, sendo esta contínua precisa de momentos de avaliação também eles contínuos…

Mas e se no futuro os professores não tivessem de corrigir testes? Hoje em dia com a tecnologia existente já se encontram algumas formas para recolher dados de forma automática. O google docs é apenas um exemplo. Mas para ter uma verdadeira correção automática temos de ir um pouco mais além. Numa breve pesquisa já se encontram algumas tentativas nesse sentido e já é possível fazer perguntas numa aula e obter respostas no momento, sabendo taxas de sucesso e afins. E nem mesmo a questão da ausência de computadores justifica, pois hoje em dia a esmagadora maioria dos alunos já vem dotado de meios tecnológicos, sejam estes tablets ou telemóveis e os Wi-Fi são coisas banais nos dias que correm…

Não é por acaso que já se fala na realização de exames em computadores. Se for esse o caminho, a questão dos computadores será ultrapassada e bastará haver organização e possuir os programas adequados para usufruir dos seus benefícios.

Além disso, o que a tecnologia faz aos alunos é bem conhecido, não tenho dúvidas em afirmar que estaríamos perante um boost motivacional, não só para alunos, mas também para professores, pois não existe maior motivação do que deixar de passar horas a fio mergulhado em papéis e de caneta vermelha na mão.

Não acreditam? Também ninguém acreditava em sumários digitais, em recolha automática de faltas, de atas a computador e de quadros interativos… Havemos de lá chegar, a bem de todos, a bem do ensino…

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