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E Se As Escolas Deixassem De Funcionar Durante 9A 4M 2D?

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Eureka! Eureka! Encontrei a solução para que os professores recuperem os 9 anos 4 meses e 2 dias, sabem qual é?

Parar as escolas durante exatamente esse período de tempo. Não acham uma ideia ótima?

Gostava de ver o governo a nomear uma comissão técnica, mas desta vez para calcular os prejuízos sociais e económicos, talvez fossem mais que os 800 milhões (o papão social)!

Só queria ver que alterações às leis fariam para impedir esta greve?

Como esta ideia é só utópica, teremos de pensar em soluções de luta!

O fundo de greve, pegando como exemplo os enfermeiros, poderá ser uma solução!

Mas antes, algumas perguntas ficam:

Aos sindicatos que fazem parte da plataforma sindical:

  • acham mesmo que o tipo de luta tem tido resultados?
  • Quais os próximos passos?

Aos partidos do hemiciclo:

  • Não se sentem envergonhados de não terem conseguido?
  • Terão as mesmas dificuldades, de consenso, quando se trata de aprovar injeções de milhões de euros aos bancos?
  • Acham mesmo que os professores são acéfalos, e não perceberam as jogadas?

Ao presidente da república:

  • Não estaria na hora de “entrar em ação” e fazer com que fosse cumprida a lei?

 

Alberto Veronesi, um professor profundamente desiludido!

 

 

 

Fonte com alterações: Na Minha Opinião

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1 COMENTÁRIO

  1. Creio que o sentimento generalizado entre os professores, que se acentuou no passado dia 10 de maio, é de frustração, de impotência, de revolta.
    Como muitos já disseram, as formas de lutas usadas até aqui – manifestações, greves – não conduziram a lugar nenhum. E foram bastantes as que se fizeram, com mais ou menos participação.
    Tenho pensado muito no assunto e uma forma de que me lembrei porque alguns colegas vão escrevendo pelas redes sociais, seria uma declaração formal de tudo o que não faremos a partir deste momento e que temos feito até aqui, gastando muito do nosso tempo. Seria uma espécie de carta aberta, (um género de petição???) em que pudessemos assinar um por um, onde declarassemos que enquanto não fossem atendidas as reivindicações (contagem integral do tempo, redução da carga letiva, regime especial de aposentação, etc, etc) não:
    • NÃO participaremos em qualquer visita de estudo;
    • NÃO dinamizaremos qualquer núcleo, clube, etc;
    • NÃO participaremos em qualquer concurso nacional ou internacional;
    • NÃO gastaremos os nossos intervalos a atender alunos ou Encarregados de educação;
    • NÃO gastaremos um cêntimo em papel, tinta, impressoras (quando a escola não tiver, os alunos não terão os documentos;
    • NÃO gastaremos nem mais um minuto para a escola para além das 35 horas semanais (se os testes e os trabalhos ficarem por entregar a tempo, paciência);
    • NÃO daremos aulas de apoio de preparação dos alunos para exames, mesmo após o término das aulas, mesmo sem estarem previstas;
    • ………
    É só continuar a lista. Creio que se isto fosse formalizado, assinado devidamente, com milhares de assinaturas, devidamente divulgado, poderia ter impacto. Não se perdia dinheiro e era uma forma de demonstrar que trabalhamos muito mais do que aquilo que devemos. Creio que há colegas muito dinâmicos e capazes (nos blogues, nas páginas dos professores, etc) que poderão pegar nesta ideia melhorá-la e operacionalizá-la. Haverá sempre quem não assina. E haverá quem assine e não cumpra. Mas poderá ser interessante. É a minha opinião. Estou disponível para ajudar, embora não tenha grandes conhecimentos tecnológicos de como fazer circular isto de modo a que fosse assinado.
    Gostaria de ler a vossa opinião.

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