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E que tal anularem o exame de Matemática A?

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em causa estão, conforme o PÚBLICO noticiou, as instruções enviadas pelo Iave para a classificação de três blocos do exame de Matemática A, todos eles de escolha múltipla. Em qualquer bloco é dada a informação sobre a que programa respeita cada item, com a seguinte formulação: “Os dois itens que se apresentam a seguir são itens em alternativa (…). Responda apenas a um dos dois itens”.

Mas na nota enviada na quinta-feira aos professores correctores, três dias depois da realização da prova por perto de 45 mil estudantes, o Iave deu instruções opostas, estipulando que se o aluno tiver acabado por responder aos dois itens e uma das respostas estiver correcta, “esta deve ser considerada” para efeitos de cotação.

A partir do momento que o Iave enviou indicações que violam o principio da equidade, algo totalmente impensável como provam todos os rituais existentes para a realização e fiscalização dos exames… O Iave só tem um caminho, assumir o erro, pedir desculpa e permitir a todos os alunos a repetição do exame.

O que está a acontecer, é que o Iave está a querer corrigir um erro com outro erro. Não é correto!

 

Pais e professores arrasam solução do Iave para exame de Matemática A

(Público)

O director da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, João Jaime, lançou ontem um repto na página do Facebook daquele estabelecimento escolar a propósito do exame de Matemática A, que na segunda-feira foi realizado por 320 dos seus alunos. Face à decisão do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), responsável pela elaboração e classificação dos exames, de desrespeitar as regras que estavam expressas no enunciado do exame, afirma que “em nome da equidade” só vê “uma solução: permitir que todos os alunos repitam o exame na 2.ª fase”.

(…)

A respeito destas instruções, também os dois presidentes das confederações de pais não têm dúvidas de que o Iave “prejudicou os alunos que cumpriram as regras” para a realização do exame de Matemática A, que para muitos é decisivo no acesso ao ensino superior. “É óbvio que há alunos que vão sair prejudicados e que o Iave criou com esta decisão um sentimento de injustiça”, afirma o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção.

Também o presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), Rui Martins, diz que “lamenta o que está a acontecer e o que foi sugerido pelo Iave porque vai lesar muitos alunos”, frisando que “não faz sentido que as alterações sejam decididas a posteriori”, ou seja, depois de o exame ter sido realizado e de terem sido divulgados os “critérios de correcção”, um documento que o Iave produz, e que é disponibilizado no próprio dia do exame, à luz do qual os professores avaliam as provas.

(…)

Num esclarecimento enviado na sexta-feira à comunicação social, o Iave afirma que “não existe nenhuma alteração aos critérios” de correcção, pela simples razão de que nestes “não estão definidos quaisquer procedimentos ou instruções que se apliquem à situação descrita”. Mas confirma que a nota enviada aos classificadores não corresponde “às instruções de realização apresentadas no enunciado da prova”. Razões? Esta alteração, diz o Iave, decorre de “informações de professores classificadores de que alguns alunos” não seguiram o que se pedia na prova e, em vez de responder a um só item, responderam aos dois, apesar destes serem apresentados em alternativa.

E acrescenta: como esta situação “não estava presente em provas de anos anteriores, as quais muitos alunos analisam e resolvem na fase de preparação para o exame”, o Iave decidiu que “não podia aceitar” que os alunos, “não cumprindo uma instrução, mas ainda assim produzindo uma resposta válida”, pudessem “ser prejudicados”.

8 COMMENTS

  1. Em vez de dizerem barbaridades e de as repetirem era bom que os classificadores respeitassem o sigilo a que estão obrigados sobre as orientações que recebem do iave.Certamente ganhariamos todos, sobretudo os alunos. Neste vale tudo contra o ME não massacrem os alunos, por favor!!!! C Então os alunos teriam de repetir o exame? Sujeitar os alunos a mais stress? Lembro a quem já esqueceu que estes alunos já foram demasiado injustiçados? Programa novo!!! Repito, quem classifica tem de ter ética profissional, como chegaram essas supostas novas orientações aos blogs e imprensa????

    • Cometida uma ou mais injustiças… que se silenciem, pelo menos, as que se seguem! Que a “ética profissional”, nestes moldes, mais se parecerá com a “ética da rolha”.
      É, exactamente, por atitudes assim que se vai fazendo o que se quer, à custa de quem quer que seja… desde que nada se saiba, tudo está bem no “quartel de abrantes”!

      • E que tal lembrar que a nossa liberdade termina quando interferimos com a dos outros? E aqui, sem dúvida, com a dos alunos, que têm de ser a prioridade de todos os professores. O que tentei transmitir foi essa preocupação. nunca me passou pela ideia impor no “quartel de Abrantes” a “ética da rolha” a ninguém…

  2. A não penalização de respostas erradas nos itens de escolha múltipla, traduz-se num bónus de 1,6 valores (em 20) a quem responder ao acaso. Na 1ª fase de 2017, o Pingo Doce convenceu o IAVE a atribuir 2,05 valores a quem se apresentar a exame e não cumprir as regras bem claras do enunciado.
    Assim já não há injustiça?
    Que esperam as associações de pais para processar o MEC?

    • E aos alunos que lhes correu bem que se “lixem”, certo??? Os que estudaram e não acharam a prova “fora do normal”??? Sujeitos a um novo exame que lhes pode correr mal???? Isso é que é injusto. Há sempre a 2ª fase para quem correu mal.

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