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E quando o parecer do CE não parece nada bem…

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…há sempre alguém que se faz ouvir mesmo que poucos a ouçam…

divulgacao-megafone

Estou a falar da declaração de voto da Diretora Lucinda Ferreira do Agrupamento de Escolas de Santa Maria da Feira que consta no parecer do CE sobre o novo modelo de avaliação dos alunos. Muito bem Sra Diretora, muito bem!

Leiam e tirem as vossas próprias conclusões.

DECLARAÇÃO DE VOTO

Relativamente ao Parecer do Conselho das Escolas nº2/2016, sobre a 3ª alteração ao Decreto-Lei nº 139/2012 votei contra por estar em discordância com a visão ideológica de escola e consequente processo de avaliação que ele defende. Eu defendo uma escolaridade básica que assegura uma formação geral (sem disciplinas principais porque todas são importantes nessa formação), que valoriza o trabalho contínuo (sala de aula, alunos e professores) e que ao fim de 9 anos atribui um diploma porque é isso que a LBSE estabelece. Eu defendo uma escolaridade básica onde a avaliação formativa é a modalidade mais importante. Na proposta do Ministério considero que o artigo 23º define muito bem as finalidades de avaliação (em coerência com a LBSE) e com estas finalidades não pode haver “exames” pelo caminho. Certificar o quê? Que o trabalho está a ser bem feito pelas escolas? Eu defendo uma escola que tem instrumentos internos de regulação para que se possa intervir e para que a prática possa ser melhorada. Eu valorizo o olhar externo (provas de aferição) mas não acho importante que sejam universais. A avaliação externa das escolas também é um olhar externo e não se aplica a todas as escolas no mesmo ano. Eu não valorizo rankings ao longo do percurso. Reconheço que é importante a avaliação externa (provas finais ou exames) para efeitos de certificação e prosseguimento de estudos mas só no final da escolaridade básica. Até aí deixemos as escolas “trabalharem” o aluno e com o aluno. No entanto considero que a proposta do ministério não explica o porquê de as provas de aferição serem aplicadas no 2º,5º e 8º ano e não em outros anos, não explica porque têm de ser universais, não explica porque têm de ser aplicadas depois das atividades letivas terminarem, não explica porque têm de ser aplicadas já este ano letivo.

Lucinda Maria Mendes Ferreira.

2 COMMENTS

  1. Permita-me esclarecer que o parecer não é do CNE mas sim do Conselho de Escolas, órgão do qual faz parte a autora da declaração de voto.

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