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E Nós, Escola, O Que Podemos Fazer? – Paula Figueiras Carqueja

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Vemos, ouvimos e lemos/ Não podemos ignorar
Sophia de Mello Breyner Andresen

Palavras sábias que nos permitem uma reflexão sobre tudo o que temos visto, ouvido e lido sobre a Escola. A nossa Escola.

Sem dúvida o ensino pode necessitar dos dois modelos, contudo, a dificuldade está em saber aplicar um e outro. O que terá de bom cada um deles? Deve imperar o bom senso tendo por base o interesse superior da criança/aluno e a adaptação à vida real da sociedade em constante mudança, salvaguardando o seu futuro.

Mas como podemos conciliar tudo isto e dar a resposta às crianças sem interesse em frequentar a escola e com a exigência de “obrigatória a sua frequência”? Pois, se a escola é obrigatória há que sensibilizar as famílias e motivar as crianças. O Ministério da Saúde sensibiliza para a vacinação e o Ministério da Educação poderia aplicar esta estratégia e também fazer uma campanha, porque não e porque sim? Pois, para dignificarmos a importância do conhecimento, a importância da aprendizagem, a importância da socialização, a importância de crescer entre pares, a importância de valorizarmos o crescimento para vivermos em sociedade numa atitude responsável e pró-ativa.

E nós, escola, o que podemos fazer? Educarmos de forma integral desde a Educação de Infância aumentando a exigência ao longo dos ciclos até ao seu término no Secundário. Como educamos ou passamos a educar? Numa educação em Valores com respeito pela diversidade, numa educação integral, onde cada aluno/a construa a aprendizagem adaptada às suas exigências potenciadora da coesão social e em que nenhum/a se sinta excluído/a.

Porque todos temos que deixar de falar em surdina, não somos iguais, somos diferentes e únicos, com pontos fortes e pontos fracos, frágeis ou fortes, com ou sem oportunidades. Nesta perspetiva, temos que reinventar a escola, fundamentada pelo gosto de aprender, com aprendizagens realistas, significativas e construtivas, baseada no que realmente interessa aos alunos do século XXI. Uma reinvenção baseada em processos de aprendizagem em que o aluno procure e aceda a informação tendo em conta a diversidade de estratégias de aprendizagem e avaliação.

Se conseguiremos? Se já o fazemos? Claro que sim, basta olharmos para o nosso comportamento como profissionais e cidadãos numa constante e permanente adaptação às inovações societais e tecnológicas, “carros elétricos, telemóveis, internet 5G, e etc.”.

Assim, tenhamos nós os recursos (humanos e pedagógicos) [1] para que deixemos de ver, ouvir, ler e falar da tal Escola, porque na reinvenção a qualidade da educação está e estará garantida.

A autora escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

Fonte: Publico

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