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É mentira! A OCDE diz que os professores portugueses em início de carreira ganham cerca de 30000 € por ano.

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Confesso que ontem com 8 horas de aulas tive pouco tempo para analisar como gosto certos documentos. O estudo Education at a Glance 2016 da responsabilidade da OCDE, nas suas 510 páginas, analisa tudo e mais alguma coisa sobre educação. O problema é que no dito está pelo menos um erro grave no que diz respeito aos vencimentos de professores em início de carreira.

Como podem ver no gráfico em baixo, um professor em início de carreira ganha mais de 30 mil USD brutos anuais, aproximadamente 30 mil €. Não é verdade! Eu sou professor do 1º escalão (índice 167) e o meu vencimento bruto mensal é de 1518 €. Ora 1518 x 14 meses =21.252 € (23755 USD). Conclusão, os professores portugueses em início de carreira estão bem abaixo da média da OCDE, mais propriamente ao nível de um professor Esloveno.

E isto é ordenado bruto, se incluir os cortes que existiam em 2014 e da brutalidade de impostos que reduzem o ordenado a pouco mais de 1000 €, mais os anos de congelamento, certamente que a cambalhota era maior… O mínimo que se exige é que se apresentem os dados reais e não se faça do professor português aquilo que não é.

O que leva à seguinte questão: quem deu estes valores à OCDE, ou onde é que ela os foi buscar?

Professores_ordenado

 

 

 

5 COMMENTS

  1. O que torna as comparações impossíveis de criticar é a ausência de informação relativa ao cálculo das PPP ou seja, as Purchasing Power Parities (paridades de poder de compra). A ideia das PPP em princípio não é má, mas a forma como é calculada (nomeadamente o cabaz de compras na sua base) não será a ideal para mostrar as diferenças e, como se pode verificar, dá resultados falsos. Está claramente inflacionado o salário dos professores e o do topo não existe, como sabemos. Foi um truque do governo de Sócrates (Maria de Lurdes Rodrigues , Walter Lemos) esta criação de um escalão de topo onde ninguém está, para falsificar as estatísticas e enganar a opinião pública. E isso continua tranquilamente… alguém se lembrou de corrigir essa falsidade? Nem Crato nem o atual Ministro, que eu saiba.

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