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dos recursos digitais às dimensões sociais do saber

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ajudaTerceira peça, de 4, perante o qual me proponho analisar e discorrer sobre a sala de aula, as relações que daí decorrem com comportamentos e atitudes, as suas implicações, interferências (senão mesmo alguma determinação). São relações onde assumo o papel do docente como mediador (analisado a semana passada) os recursos disponibilizados (hoje mesmo), e, o último e na próxima semana, os processos de diferenciação que uns e outros permitem.

Relativamente ao tema de hoje, recursos digitais e dimensões sociais dos saberes, algumas notas prévias essencialmente para evitar o princípio da descoberta, isto é, como se a coisa fosse nova, agora descoberta. Não é.

Já abordei aqui a questão, ainda no mês de setembro do ano passado, vide “sítios internet e trabalho dos professores” de 29 de setembro do ano passado.

Depois para reiterar algo que ali já tinha escrito, que a sala de aula desde (quase) sempre, teve variados dispositivos todos com a mesma finalidade, facilitar o processo de ensino aprendizagem. Desde o quadro negro (ou verde), passando pelo projetor de diapositivos (slides) ao retroprojetor, terminando nos atuais pc´s (portáreis ou tablets) foram, são e serão uma realidade. Nesta perspetiva, desenganem-se aqueles que consideram que só agora, com a internet e com o pc, fazemos (nós, os docentes) piruetas para mobilizar, envolver e ganhar o interesse do aluno. Dentro desta ideia destaco que não abordo as questões do hardware, prefiro claramente o software como elemento essencial a esta dimensão social das tecnologias.

Uma outra para destacar que a mobilização de dispositivos, enquanto recursos pedagógicos, apresentam uma dupla assunção. Por um lado, o reconhecimento da ineficácia, cada vez mais acentuada, da oralidade, do ensinar a muitos como se de um só se tratasse. Daí a mobilização de diferentes dispositivos que permitam complementar aquilo que já foi definido por outros como o “poder pastoral” do docente. Por outro, a clara presunção que a sala de aula é apenas um ponto de partida para os contextos sociais. A partir da sala de aula considera-se essencial envolver, implicar e dar a conhecer ao aluno os diferentes dispositivos no sentido de, lá fora, no contexto social e profissional, poder dar conta do recado, isto é, ser competitivo.

Assim e de modo a ir ao tema, não discorro, de modo isolado, a relação entre dispositivos e as dimensões sociais do saber. Procuro fazer e promover essa relação por intermédio de um conjunto de aplicativos que estão no meu dia a dia profissional (e pessoal). Relação que está inerente aos critérios que me fazem abordar esta dimensão e colocá-los em destaque e que são, a partilha e a organização. Qualquer uma delas com um denominador comum, a internet.

Deste modo os dispositivos, sejam eles físicos ou virtuais, têm como objetivo apoiar a organização do meu trabalho, enquanto docente, na relação com colegas (enquanto diretor de turma, por exemplo), com alunos (troca de informação, análise de trabalhos, esclarecimentos, apoios e recursos) ou com pais/encarregados de educação (agenda, contactos e informações). Serem de fácil utilização (o que não implica serem em língua portuguesa, por vezes o português, predominantemente brasileiro, confunde mais do que facilita).

Assim e considerando eu que para a utilização de um qualquer instrumento é preciso algum tempo e alguma paciência e que não há instrumentos 100% fiáveis, tenho utilizado e recomendo:

Evernote (em https://evernote.com/) substitui não apenas as etiquetas, os papelinhos amarelos que proliferam em cadernos e em lugares inóspitos, como são uma preciosa substituição para as notas que registava um pouco por todo o lado. Facilita a organização e a pesquisa (e quantos de nós perdemos tempo precioso à procura do que não encontramos); tem extensões que permitem integrar o correio eletrónico, a captura de páginas web (para ler mais tarde) e outras para interesses mais particulares (gastronomia, restaurantes, etc).

O google drive (em https://drive.google.com/) que contem folha de cálculo, processador de texto, programa de apresentações entre muitas outras funcionalidades; funciona em modo on e off line, o que se torna uma autêntica maravilha nas escolas onde a internet gagueja como sabemos; permite a recolha, partilha e disseminação de informação de modo rápido, fácil e agregador; o onedrive, da microsoft é em quase tudo idêntico e não implica o receio de mudar de aplicações word ou excell;

Com estas duas aplicações faço tudo o que é trabalho de professor, no google drive tenho os registos das turmas (por turmas, que abrange desde o plano de aulas aos contatos com encarregados de educação, as notas de trabalhos, fichas, caraterização, pauta e as informações e “à partes” que se criam sobre cada um dos alunos; no evernote tenho todos os apontamentos de reuniões em que participo e registo lembretes;

Finalmente, deixo algumas referências sobre tecnologias e instrumentos de apoio ao trabalho dos professores:

http://educationaltechnologyguy.blogspot.pt/

http://www.professortic.com/

http://itec.dge.mec.pt/

http://porvir.org/

Manuel Dinis P: Cabeça

14 de março de 2016

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