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Do Que Se Fala – Se a Europa tirar alguma lição da Crise na Grécia será útil.

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corda-bambaCom todas as dúvidas que nos podem passar pela cabeça, quanto à continuação deste “atamancado” projecto europeu, talvez fosse importantes os senhores políticos, que pena nossa, não têm categoria, nesta Europa deste século, de ser apelidados de leaders, aprender “qualquer coisinha”, com esta crise grega.
Se a Grécia se amanhou horrivelmente mal, com uma amálgama de Governo de extrema-esquerda e extra -direita, sem programa, mas unicamente estando do “contra”, ninguém duvidará. Que a Alemanha desde o primeiro dia bloqueou tudo, essencialmente o seu ministro das Finanças Schäuble, até mais que a Frau Merkel, não só para ganhar sempre, como para não haver contágios aos países do Sul da Europa, todos o entenderam.

Que tanto nosso PM, como o nosso PR estiveram muito mal no filme – não é a primeira vez, nem será a última – só quem esteve distraído é que achará que não. Um a escorraçar a Grécia com a história do bom aluno, o outro a dizer que 1 fora de 19 ,nem conta. Além de muito “feio”, gravíssimo, e tudo menos solidário numa Europa em naufrágio.

Um quer as bem -aventuranças de Frau Merkel, o outro ficar cada vez menos bem, para a História.

Claro que a Grécia não pode viver de dívida em cima de dívida, sem nunca mais a sonhar sequer pagar. Mas Portugal também não. E Portugal, nestes últimos 4 anos aumentou a dívida.

E os cofres cheios, são conversa de criança com o mealheiro cheio, até poder ir comprar o que os pais lhe prometeram deixar – os poucos pais e mães que, hoje, ainda sabem mandar- e depois fica, outra vez vazio.

O mealheiro – poucas hoje têm, dado que o dinheiro já não se ensina a poupar – das crianças é reenchido pelo dinheiro de familiares ou/ amigos. O Cofre do Estado Português fica cheio com os empréstimos a aumentar dívida, de momento a baixos juros, lá de fora. Cá, ainda não fazemos notas ao desbarato, não temos petróleo – hoje até em baixa – e temos sim, uma Economia Debilitada.

Mas a Hungria, parte integrante desta Desunião Europeia, é uma vergonha de um Pais a puxar para a ditadura, se já lá não chegou em pleno, dentro da Europa que só aceitava países “ditos” democráticos. E a Hungria às ordens do seu Presidente/ Ditador, vai construir um muro para evitar passagens – de Pessoas – que considera inoportunas pela Sérvia. Muro da Vergonha, como foi o que não há muito, dividiu as duas Alemanha.

Muro inconcebível na Europa que se dizia Unida e Democrática, e que tão facilmente criticava e critica – ou já nem isso! – o Muro em Israel  – que se calhar terá mais razão de existir – mas quando é “cá dento”, não o vê.

A Europa hoje, é uma manta de retalhos, a fazer de conta. A Europa hoje é um projecto económico falhado, por o dinheiro ter fugido para Oriente com a Indústria, e sem qualquer união política. Zero, nulo. Daí estar tudo a cair aos bocados. Agora, com esta trapalhada na Grécia, chegou a hora de deitar tudo a perder de uma vez, ou fazer qualquer coisa para unir, unir, unir. Claro que “ leaders “não se fazem a martelo e não os há, hoje, nem um. Mas é possível e indispensável, afastar os incapazes, os incompetentes, os que não têm qualquer mérito para estar, como hoje estão no topo da pirâmide de quase todos os países Europeus, é o caminho.

E sem Hitler  – austríaco que foi o ditador na Alemanha – mas com democracia, que não existe de facto, com  muito política e economia, sem conversa fiada. Sem muitos Mercedes, BMW e Audi topo de gama – pode ser os mesmos, mas mais baratos – , a servir os políticos , e,  sem luxos a mais e trabalho a menos, e já agora com  uma melhoria na condução geral /global europeia.E claro com Reformas em todo o lado, mas que respeitem as Pessoas, que sejam pelas Pessoas, com as Pessoas, e não o inverso, e a Economia a funcionar, mas sujeita à Política e não o inverso, como está a acontecer.

Claro que gente nefasta, de má índole e carácter sempre existiu, existe e existirá, mas por isso o Poder tem que ser escrutinado e controlado, e a Justiça funcionar independente e célere em todo o lado, até em Portugal! A funcionar à séria, em toda a Europa, ainda poderemos escapar do tombo final, ou já nem isso!

Augusto Küttner de Magalhães

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