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Do Que Se Fala – Os casos em Justiça imediatizados e mediatizados. Mas!

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estúdioTemos casos de Justiça imediatizados e mediatizados a cada dia que passa – tal como possíveis candidatos a Presidentes da República – e porventura, todos nos intrigamos no que tudo vai “dar”. Uma vez que em variados casos, “anteriores” tudo deu, em quase nada.

E se a cada dia “nasce” mais um caso, que putativamente demora eternidades a ser tratado, julgado, apreciado, recorrido, fica-se sempre – porventura erradamente – convencido, que tudo dá em quase nada.

E em simultâneo, muitos de nós teremos casos tão, mas tão insignificantes, que num “rápido” se resolvem, e temos que ser lestos a cumprir, mesmo que por vezes achemos não seja totalmente justo.

Bem, mas todos estes casos que fazem igualar todos os telejornais, que ocupam horas e horas, longas, de comentadores de outros anteriores concorrentes, que todos entendem sempre de tudo e claro do Futebol, e que abrangem as primeiras páginas de todos os nossos Jornais, vão ser bem resolvidos? Vão ser rapidamente e justamente resolvidos?

A nossa máquina tão burocrática da Justiça – e não só- , com, um citius que ninguém nos disse ao certo por que não funcionou, e se hoje de facto funciona, vai dar conta do recado?
Todos os nomes sonantes, importantes, televisivos, aparecidos, desaparecidos, reaparecidos que entram em tantos processos de Justiça, vão ter algum destino, que não a abertura de tantos telejornais iguais.

 A cada dia aparece mais um, que parece ter o condão de fazer submergir algum anterior, que andava à tona. E o procedimento repete-se insistente e vagarosamente, e repete-se, e não poucas vezes fica esquecido nas brunas de gabinetes e resmas de papeis, que não devem ser impressos mas são, e outros que devem ser anulados, mas não são.

 E tudo parece estanho, e se calhar não é. Mas por certo todos, desejaríamos que a Justiça fosse muito menos mediatizada e muito mais funcional.

Que começássemos todos a ter conhecimento do bom funcionamento da Justiça. De processos que não devem ter que ser discutidos na praça pública, e que devem depois quando resolvidos de todos ser bem conhecidos. Será pedir muito? Se calhar! E tudo na mesma vai continuar!

Augusto Küttner de Magalhães

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