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Do Que Se Fala – O Crédito ao consumo e à habitação continua em alta e à Economia em baixa

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FILE - In this March 5, 2012 file photo, consumer credit cards are posed in North Andover, Mass. The rate of severely late credit card payments dipped nationally in the first three months of the year, even as banks issued more cards to borrowers with less-than-stellar credit, according to an analysis by credit reporting agency TransUnion. (AP Photo/Elise Amendola, File)O Crédito ao consumo e à habitação continua em alta e à Economia em baixa.
Algo que parece passar ao lado das Campanhas Eleitorais, trata-se de analisar se é melhor individual e colectivamente, para nós portugueses, e para todos que vivam e venham a viver no nosso País “ter que se ter” com aparato e grandiosidade/ estatuto, ou para bom uso/utilização. Sem cada um ter que “ter” para mostrar ao outro que “tem”.

Isto a propósito do crédito ao consumo – maioritariamente automóveis novos- e à habitação, continuar a disparar exponencialmente ao longo deste ano de 2015, atingindo valores de 2006, que parece nos ajudaram, a chegar à “crise”. E ter-se em atenção ou não, que “isto” faz crescer as importações, isto faz crescer o PIB de Espanha e da Alemanha e faz aumentar a nossa dívida, o nosso défice, aquelas coisitas sem qualquer importância em tempo de eleições ou quando convém, são justificados como formas enviesadas de encarar os números, como se todos fossemos um pouquito atrasados e nada entendêssemos. 

A qualidade de vida mede-se por ter boas condições de vida – uma verdade/ verdadeira – para cada um e sua família, o que “não” implica ter o automóvel que mais nas vistas dá, que é melhor que o do vizinho, que é topo de gama. Mas está novamente a acontecer, e só não vê quem não quer. Ter qualidade de vida é ter uma boa habitação, que pode ser arrendada e não tem que ser necessariamente comprada a pagar até aos 65 anos. E ao ser de facto – verdadeiramente – impulsionado o arredamento, talvez todos lucrem, individual e colectivamente, até os bancos! Ter qualidade de vida é ter como bem se alimentar, como bem se vestir, como bem se locomover, como bem se distrair – o que não quer dizer arrebanhar tudo ao melhor que está a dar- e, “não” tem que implicar tudo a crédito sempre mais, mais, mais, e possivelmente impagável. E para haver qualidade de vida tem que haver trabalho. Para haver trabalho têm que se criar, muito mais empresas produtivas de bens transacionáveis. E para que tudo isto aconteça o crédito tem que estar muito mais virado para esta Economia e não tanto para o consumo. E se houver mais empregos, melhor pago, mais trabalho, se formos mais produtivos em menos tempo no local de trabalho, ou seja, devolvendo por exemplo, os 4 feriados inadequadamente retirados, mas trabalhando com organização e método desde que se entra até que se sai da empresa, vamos criar riqueza.

Se criarmos riqueza temos qualidade de vida, que não é só automóveis novos para os passear e ainda melhor mostrar. Ou estar sempre a querer “comprar” superior, habitação nova. Ou fazer viagens a crédito. Tudo a pensar ou não, um dia pagar! Mas parece que ninguém quer a sério nisto falar. Mas mesmo ninguém, nem as esquerdas mais esquerdas! Estranhamente!  E fala-se em tudo pela rama, em pingue-pongue, dizendo mal uns dos outros, estando sempre do “contra”. Agarrando o que é notícia de última hora e atirando-o em prime time televisionado ao outro. Não se vão buscar verdades/ verdadeiras, que por vezes custam a ser ditas, normalmente por serem a verdade crua e dura. E assim, ou se diminui o crédito ao consumo e à habitação e se passa para a Economia, que tem que funcionar melhor e ser mais produtiva, ou vamos repetindo sempre os mesmos erros, vamos aumentando a dívida, vamos perdendo qualidade de vida, e aumentado o PIB da Alemanha e de Espanha e encolhendo o nosso. Mas…parece ser o que já nos vem de novo a acontecer desde Janeiro de 2015 e ninguém nota…

Augusto Küttner de Magalhães

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