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Do Que Se Fala | Mais um caso, público, de um emprego que não deveria ser aceite.

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seguir-exemplo-2De facto, os exemplos vêm em catadupa de “cima”, e não admira, que nós desconhecidos “mortais”, nos indignemos contra todos – demasiados – os que têm usado o Poder tido, ou mesmo que assim não tenha sido “parece” que assim foi.

E mais se “nota” ao fazerem um percurso ao “serviço do Estado”, e depois serem bem servidos em Empregos “em privados ou não”, até por vezes em instâncias Europeias e Mundiais, que pretendem aproveitá-los pelos seus serviços/conhecimentos” antes adquiridos.

E num tempo, em que tudo e nada énotícia, em que se está no Poder por dar muito gosto, e quando se perde o Poder, a seguir a uma fase de irritação, tem-se logo “que se arranjar qualquer coisita”, que aos olhos dos “normais cá debaixo”, só acontece por se ter ocupado durante algum tempo “aquele lugar e tudo o que sobre o mesmo se pôde saber”. Pode ser inverdade, mas fica sempre essa ideia!

Se há ilegalidades, só aos juristas convirá esclarecer, e não ficarmos todos entendidos em leis, mas “que parece” ser uma total falta de transparência para com o País, não tenhamos quaisquer dúvidas.

Se, se quiser olhar – com vontade de ver – para uma série de membros de Governos anteriores e anteriores e anteriores, de responsáveis por autarquias e mais um sem número de pessoas que passaram por esses cargos, depois “acomodaram” lugares nos quais – intencionalmente ou não – tiverem “acções ou omissões”, e é infindável.

Em tudo, em todos pode haver a máxima honestidade, a máxima clareza, mas – hoje, hoje – dificilmente “cá em baixo” tal nos é inteligível, ainda para mais quando vemos muitas dessas pessoas passarem a ter um nível de vida muito superior, ao que tinham antes.

Ou pior ainda, irem parar às barras dos Tribunais, onde se arrastam eternidades, e, ficamos sempre com ideia que nada lhes vai acontecer. Mas temos sempre a certeza – certa – que se for connosco, se fizermos algo muito, muito pequeno, dado que não temos – e se calhar nem queremos – fazer mais, e fizemo-lo não intencionalmente, somos logo penalizados até mais não poder.

Em tudo deveria querer-se “ser, mas ter que mostrar sempre esse ser”, e em tudo deviria haver um resguardo, de forma a nos fazer a todos pensar, que não é mais um caso igual anterior, igual ao anterior, igual ao anterior e ao futuro, ao futuro.

Temos muito que evoluir neste País em atitudes e mentalidades, a começar pelo próprio e cada um, e ainda mais se esse próprio e cada um, for ou tiver sido alguém destacado na política, no Estado, e não só. Mas não parece fácil…..

Augusto Küttner de Magalhães

5 COMMENTS

  1. Comentário retirado do grupo do facebook 1 milhão na avenida de liberdade
    Eduardo Nuno Barros Mascarenhas Dos 776 governantes – ministros e secretários de Estado – dos executivos nacionais, 230 têm ligações às áreas da banca e finança, 140 a empresas do PSI 20, e 107 a parcerias público-privadas.

    “A norma, em Portugal, é que os governantes vão para o setor financeiro, para administrações. Nunca se tocará nas parcerias público-privadas a não ser que acabe esta regra de ligação”, concluiu o ex-deputado.

    Ainda sobre Maria Luís Albuquerque, Louçã acredita que a consulta da comissão de ética é “banal” e “é uma iniciativa que só se toma porque está garantida”.

    “A comissão de ética não avalia ética, avalia estritamente o cumprimento da lei e a lei está feita para permitir casos destes, não para os dificultar”, atira o bloquista.

  2. Isto, está intrínseco em 90 % dos Políticos!

    Se olharmos , essencialmente para este últimos 22 anos, dado que nos anteriores 20 ainda parecia haver vergonha e ESSENCIALMENTE dignidade, é raro o caso que não faz a ponte entre o cargo público e o político e este e aquele!
    Algum motivo haverá para estarmos todos tão, tão, tão, descrentes em todos os nossos políticos.

    São todos iguais!!! Não escapa um. Vão para lá para se governarem e não para governarem o País.

    Tudo “isto” circula nas mentes de todos.
    E cada vez que mais um caso de polícia, de tribunal surge e nunca mais se resolve……….. pior se fica, mais se desacredita…….é o sistema?????????????.

    Tão triste termos tido 20 anos de construção de Democracia e os seguintes 22 a tudo desfazer……..

    Que fazer?????

  3. Vai buscar-se um tipo para o Governo por ser especialista numa determinada área.
    Quando termina o cargo, não queremos permitir que volte a trabalhar na área onde é especialista.
    A assim ser, a ocupação de cargos políticos fica restrita a políticos de carreira.
    Ora, os políticos de carreira, na sua imensa maioria, nada sabem de coisa alguma que saia da retórica corriqueira.

    Não é este o país que quero!

  4. Não se foi buscar uma pessoa especialista na área, foi se buscar unicamente uma economista. Que nem era especialista…..

    E o problema de modo algum está em trabalhar na área da sua formação, claro que não.

    Mas não pode, não deve e vai, qualquer pessoa que sabe por ocupação pública de segredos que mais ninguém sabe, ir depois trabalhar para uma empresa cuja subsistência depende de manusear bem esses segredos.

    Haverá – não há, não há…..- uma diferença entre ter que ter carreira para além da publica, e servir-se desta para trampolim na privada.

    Chama-se ÉTICA E MORAL.

    Algo que falta em tantas classes profissionais, em tantas Pessoas em tantos pais e mães…….etc….etc….

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