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Do Que Se Fala (extra) | Je suis Paris e não Charlie

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Neste 13 de Novembro de 2015 os atentados do Daesh em Paris, conta a Vida de Pessoas que se comportavam normal e merecidamente numa 6ª feira à noite, é horrendo e não tem justificação. Já o atentado ao jornal Charlie Hebdo não estará na mesma linha, uma vez que se tratava de um jornal que erradamente se entretinha a ganhar “vendas/dinheiro/ tiragem”, “gozando” com uma Religião no caso o Islamismo.

Como o chegou a fazer recentemente com o Cristianismo, e não devia. O tal: brincar com o fogo e poder-se queimar. Queimou-se, um bocado! Ainda não desistiu, mas!

E não se tratou de um atentado à liberdade de expressão, mas ao risco de se escrever sobre religião ou sexo, que por vezes vende muito, porque “sim”, mas pode ser perigoso.

Quanto aos atentados do Daesh em Paris na noite de 13 de Novembro de 2015 não têm justificação que não de doidos que acobertados por um fanatismo religioso cometem barbaridades contra Seres Humanos – tal como fez Hitler, e tantos anteriormente – , e sem desculpa, como o fazem contra Bens das Humanidade como em Palmira e não só.

Não há comparação com 13.11.2015 em Paris e com o Charlie também em Paris. Mas não por Paris!

E, o 13.11.2015 não ficará esquecido, nunca. Quer por não se saber se, se vai repetir, e já não só em Paris, mas em Londres, em Berlim, em Bruxelas ou em outra qualquer cidade europeia, e não só, noutra, Ocidental, como pode ser no Canadá, nos EUA, na Austrália e até em Israel, aqui, apesar de já acontecer e se saberem bem melhor defender.

Quer por se tratar de um atentado injustificado e sem desculpa que subtrai o mais importante que há à face da Terra que são: as vidas humanas.

Claro que a França nunca irá esquecer o 13.11.2015. como os EUA nunca esquecerão, nem esqueceram o “nine, eleven”. E se a Europa quer aprender, nesta última oportunidade a não se deixar desfazer, tem aqui e agora a oportunidade não de  colocar uns quantos “importantes” a passear em frente aos média nas ruas de Paris como fez com o Charlie, mas antes, a unir-se de facto, por “causas, valores e Vidas Humanas”, a actuar de facto a “ser de facto”!

E Paris, neste Novembro foi o que se esperava, viesse a ser uma capital europeia que fornece doidos que fazem parte do auto-denominado Estado Islâmico, e que e quando regressam, ou veem passar férias aos seus países de origem, depois de se terem deleitado a assassinar Pessoas na Síria/Iraque não sabem mais nada fazer, e acham-se iluminados por um seu deus que não Alá, para o fazer. Quem escreve, isto, está à vontade, mais que não seja, por não ser crente!

Não se pode confundir- ou não deve- aqui, como em muitas mais situações acontece,  a árvore com a floresta, não se pode achar que uns imbecis, doidos , inqualificáveis humanos, representam uma Religião, uma População, uma Situação.

Mas Je suis Paris neste mês de Novembro de 2015, uma vez que vidas Humanas que nada de nada fizeram que não aproveitar uma 6ª feira à noite véspera de um fim-de-semana para confraternizar, para irem a um espectáculo, para serem livres, foram barbaramente assassinadas ou ficaram gravemente feridas.

Je suis Paris, por quase já não acreditar no projecto de Unidade Europeia, mas estar certo de que se este não for recuperado por uma via com início, meio e fim, vamos ter mortes constantes na Europa, e falta total de Liberdade de Vida.

Je suis Paris, por ninguém merecer seja em Paris, seja em Raqqa, seja em Viena, em Nova Iorque, em S. Petersburgo, em Lisboa, em Tunes, em qualquer parte, ser morto porque alguém lhe apeteceu matar.

Je suis Paris, por achar que a Vida não é sagrada mas é Humana, e cada um deve estar vivo enquanto valer ser vivo, sem excessivos egocentrismos e individualismos, mas viver por a vida enquanto vida valer ser vivida.

Je suis Paris, contra a barbarie! Je suis Paris, parce que j`aime Paris e j`aime les Personnes !

Augusto Küttner de Magalhães

1 COMMENT

  1. “Se o ouro é a primeira potência desse mundo, a segunda é a
    imprensa. Convém que os nossos presidam a direção de
    todos os jornais, em todos os países. Uma vez donos
    absolutos da imprensa, poderemos mudar a opinião pública
    sobre a honra, a virtude e a retidão, e desfechar o primeiro
    assalto à instituição familiar. Simulemos o zelo pelas
    questões sociais que estão na ordem do dia. Convém
    controlar o proletariado, inserir nossos agitadores nos
    movimentos sociais para poder sublevá-los quando
    desejarmos, impelir o operário às barricadas e às revoluções,
    e cada uma dessas catástrofes nos aproximará do nosso
    único fim: o de reinar sobre a Terra, como foi prometido ao
    nosso primeiro pai, Abraão. Então, nossa potência crescerá
    como uma árvore gigantesca, cujos ramos trarão os frutos
    que se chamam riqueza, gozo, felicidade e poder, a fim de
    compensar a condição odiosa que, por longos séculos, foi a
    única sorte do povo de Israel.
    Assim terminava, se bem me lembro, o relatório sobre o
    cemitério de Praga”.
    (Umberto Eco – O Cemitério de Praga)

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