Home Rubricas Do Que Se Fala | Este horror de bancos a pagar pelo...

Do Que Se Fala | Este horror de bancos a pagar pelo contribuinte terá fim?

71
0

No final do século passado e inícios do actual – não foi faz assim tanto tempo-, os bancos eram como “coelhos” ou “cogumelos”, dava para carnívoros e vegetarianos, multiplicavam-se aterradamente, e abriam-se dependências em todas as esquinas, ocupando espaços que teriam ficado muito melhor com o que lá havia “antes”.

BanifHoje, não, há uns 4 anos a esta parte tem sido movimento inverso, fecham-se dependências, só que por norma deixam espaços vazios. Perdem-se empregos, sem se criar outros. Fecham-se espaços, sem abrir outros. E depois, fomos sabendo oficialmente, dado que oficiosamente só não sabia quem não queria, que ao role de BPP, BPN, se juntaram BES, Banif, e ficamos em calafrio se amanhã será outro. E temos que pensar, se ainda o conseguirmos fazer livremente, o que andou tanto político, tanto tempo, das esquerdas/ esquerdas às direitas/ direitas, dentro e fora de governos a fazer que nunca abertamente nos acautelaram desses calafrios. Nunca nos falaram calma e abertamente sobre estes gravíssimos problemas. Depois de tudo estragado e atirar “culpas” uns aos outros é um filme que já todos conhecemos. Mas antes? Sem berraria, sem risos de desdenho como não poucas vezes acontece com todos os nossos políticos quando criticam os outros. Sem nomes, sem “geringonças”, sem “irrevogáveis”, sem ter “ sempre a certeza de tudo e nunca se enganar”, sem ser político a vida toda e dizer que nunca o foi. E os Reguladores, Controladores, Fiscalizadores, também pagos pelos contribuintes? Bem, isto é um horror. E quem paga? O contribuinte, que não sabe nem consegue fugir aos impostos.

A classe média que a cada dia que passa mais baixa ficar. Todos os que nada fizeram – fizemos – para que “isto” acontecesse e aconteceu, e somos sempre os mesmos chamados a reembolsar. Claro que poderiam não “dever” ter comprado automóvel a crédito, nem férias a crédito, nem maquina de lavar louça a crédito. Mas, os bancos ofereciam, insistiam, voltavam a oferecer e a insistir, compre e depois pague! Tudo sem problemas. A carne humana é fraca, e deixa-se tentar por estas Maçãs-de-Adão, pelas cobras que andarão por aqui. É bom, sai barato, na hora, dá-se nas vistas! Depois, depois vem o problema.

E dos tais bancos que tantas agências e dependências abriram, hoje sobram poucos – e não foi só por fusões, mais por confusões! – e, e os poucos que sobram será que se aguentarão? Responda quem sabe! Quem tiver certezas! E os que se foram, não tinham responsáveis que quando estava tudo bem, eram tão, mas tão importantes, davam tanto nas vistas, eram os melhores. E esses? Onde estão? o que fazem? Onde colocaram o dinheiro que deveria, talvez, talvez ser usado aqui e agora e não o nosso de desconhecidos contribuintes, que não temos como ao pagar, se não amargurando? E, amanhã alguém nos garante que não vai explodir-se outro banco? Sem culpados, sem se saber, de repente, de um mês para o outro? E tantos empregados bancários que fizeram o seu melhor e que agora estão no desemprego? E nunca, mas nunca há culpados neste nosso País? Ou tudo prescreve, por ser assim que a Justiça funciona no nosso Pais? Ou tudo o que atrás foi escrito está errado?

Augusto Küttner de Magalhães

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here