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Do Que Se Fala | Estamos a viver “em” demasiada crispação.

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Depois de uma campanha eleitoral para as legislativas, começada em Dezembro de 2014, que ainda não terminou, apesar das eleições finalmente se terem realizado em Outubro de 2015, estamos a viver “em“ demasiada crispação.

ODUELO1Nestes 41 anos de Democracia, não aprendemos a ser tolerantes, a ser democratas, a entendermo-nos, antes pelo contrário.

Estamos todos bloqueados na nossa “razão” e todos agressivamente de costas uns para  os outros.

Ninguém acha que ser democrata é ouvir os outros e não, ouvir-se unicamente a si.

Todos nos achamos cheios de direitos e sem nenhuns deveres, pelo que o egocentrismo generalizou-se e cada um tem a certeza “certa” de que as suas convicções são as únicas, as certas, as que têm que ser seguidas. Se não a bem, seja a mal.

Ninguém dá espaço aos outros por imperiosa necessidade de ocupar tudo, de influenciar todos, de se mostrar como único, insubstituível e sempre presente.

E, este ambiente que se agravou durante este mês de Outubro de 2015, está a criar pontos “de não contacto” irrespiráveis e irresponsáveis.

E a cada dia está a piorar, e não há vontade de ninguém se mostrar menos presente, de dar uma de “democrata”.

De facto, foram séculos de dominação por vários elementos – uns achados superiores e eternos, até – e a não cultura de solidariedade, está em força e cada vez mais presente. A não abertura ao outro e às suas “convicções”, reina e em força.

E os 41 anos de democracia ensinaram-nos a querer regressar à ditadura. A confirmar que se a nossa razão não for seguida, a bem, é-o a mal.

E para isso berra-se, grita-se, gesticula-se e ameaça-se quem está no outro campo e que tem que passar para o nosso. Porém, como não há um campo exclusivo, e cada um no seu, e só seu, pensa o mesmo que o “adversário/inimigo” a crispação atinge limites quase insuperáveis.

Crispação que anda em todo o momento com todos nós, nos mais ínfimos detalhes das nossas vivências aos maiores.

E se assim continuarmos por certo iremos de mal a pior. Mas parece que a vontade é que assim tenha mesmo que acontecer. E é muto grave. Mas!

Augusto Küttner de Magalhães

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