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Do Que Se Fala | Espantoso ou não um deputado dos Animais a 4 de Outubro 2015

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assembleia da repúblicaTodos os resultados destas últimas eleições para as Legislativas, leia-se para o futuro Governo, eram expectáveis. E com resultados antecipados – sondagens, leia-se – ao dia durante o último mês, de umas eleições que deveriam ter sido no 2º trimestre deste ano, no máximo dos máximos. Para não ter havido uma campanha deste Dezembro do ano passado.

Com muitas hesitações censuráveis do chefe do maior partido da posição e uma boa parte do tempo com os que estavam no Governo – que e parece que continuarão – a fazerem-se de mortos, e os do “contra” demasiado do contra, era tudo demasiado expectável. E não um bom resultado para a Democracia, mas foi o Povo que votou, que escolheu, está feito.

Mas, espantoso, ou nem por isso, o Partido dos Animais ganha um deputado – é justo, está votado, ganhou – enquanto outros partidos de quem se esperaria, que tal viesse a acontecer, não conseguiram.

Nada há evidentemente contra os animais, mas parece que ainda antes destes estão as Pessoas. Parece que ainda as Pessoas são mais importantes que os animais. Nunca se pode nem deve tratar mal os animais. Nunca. Mas antes, talvez seja, talvez devesse ter que se tratar melhor as Pessoas. Aquela, de dizer “, que quanto mais conheço as Pessoas mais gosto dos Cães”, é muito lindo, mas fazemos estes como queremos que sejam, e não aqueles. E não só!

E todos sabemos que Velhos – Pessoas – tantos, não têm hoje a companhia que mereciam, mas tantos animais ditos de estimação ou campanha, têm -na. E tantas crianças – Pessoas – passam mal, quando se fala no futuro da nossa juventude, da nossa sociedade, da demografia. Humana!

E talvez, se não quisermos fazer “de conta” como” não em poucas vezes fazemos”, notaremos que o cuidado que muitas animais vão recebendo, até na alimentação tão especial a que têm direito, ultrapassa a que os tais Velhos e não poucas Crianças recebem.

Claro que está votado, é para cumprir. E se foi votado e alcançado é por haver vontade nesse sentido. Mas num tempo tão difícil para tantos, em que tantas Pessoas que não só mas também Velhos e Crianças sofrem muito, até de solidão, dar-se tanto aos animais é duro, mas é a realidade. E contra a realidade nada há a fazer, se não obedecer.

Mas, talvez seja tempo de reflectir, de pensar pela nossa cabeça aonde queremos chegar, dado que ainda, ainda são mais importantes as Pessoas que os animais. Ninguém – animais, todos incluídos – pode, nunca ser maltratado, mas deverá haver cuidado em tratar, cuidar, aconchegar, proteger, ajudar melhor, tantas Pessoas… ou não!

Augusto Küttner de Magalhães

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