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Do Que Se Fala | Dos quatro mais recentes Presidentes da Republica três foram-no!

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(texto escrito antes da tomada de posse do atual Presidente)

Republica_PortuguesaComo é evidente, o Presidente da República  está em funções até ao último dia do seu presente mandato.

Como é evidente o Presidente da República pode, dentro de limites Constitucionais, pode permitir-se “fazer” cada mandato, à sua maneira.

Como é evidente, deixará ou não marca do seu ou seus mandatos, e será mais tarde ou mais cedo “julgado” pela história.

Os Presidentes da República, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio a seu tempo marcaram “positivamente” as suas Presidências.

O primeiro “bastante” militar, mas foi o necessário e indispensável para ser feita a transição, como bem o quis e melhor fez, de um processo “demasiado” dominado por militares para um tempo conduzido por políticos, que à época, eram de primeira água.

O segundo com uma naturalíssima queda para a política, o tal “animal político”, aligeirou a Presidência anterior, e conseguiu, sem nunca por nunca banalizar o cargo, fazer-se presente e imprescindível.

O terceiro, Pessoa muito culta e ainda mais educada,  deixou essa “marca”, e com uma forte e verdadeira sensibilidade humana, por todos reconhecida, até pelos que com ele, Presidente da República, tiveram problemas por se terem colocado a jeito, para que tal tivesse que acontecer.

O Presidente da República, que deixará Belém definitivamente a 8 de Março corrente, nunca teve vocação para o “ser”, em tempos normais e muito menos em tempos de incertezas, inseguranças, percas de valores como os que estamos a viver em “força” nestes últimos 10 anos.

E, com pena pelo País e pela própria Presidência da República, de todos os eleitos no pós 25 de Abril de 1974, sai sem deixar marcas, ou as que deixa, serão na História recordadas de forma muito menos elogiosa, que as dos seus três precedentes.

E, se em alguns temas teve toda a razão, e teve, como no Estatuto dos Açores em que o Governo da altura quis “retirar sem mais “ poderes ao Presidente da República,  transmitiu-o  ao País de forma e tempos não apropriados, sendo um primeiro mau sinal, que deixou cunho negativo, que “se lhe colou”. Tal como no caso das eventuais “ escutas” que estaria (?) a ser alvo pelo mesmo Governo, e na comunicação ao País acerca da sua pensão/reforma, que não daria para viver. E foi um declive consecutivo.

E, neste últimos dias deste seu derradeiro mandato, já com outro Presidente da República  democraticamente eleito, estar a “distribuir” à última hora condecorações, merecidas ou menos – já nem será “isto” que está em causa -, que não fez durante 10 anos consecutivos de Presidência parecem totalmente “fora de tempo”.

Parecendo, se calhar não o será, como a única forma de “ainda” andar a aparecer, e não ser isoladamente, ou acompanhado só de sua Mulher – a nossa Constituição não considera Primeira-dama  – e Assessores,  quando o faz, até ao último dia. Bem, assim o quer fazer assim o faz.

Contemos agora, com um novo folgo em Belém, com um novo Presidente da República a partir de 9 de Março, muito bem eleito e que por certo ficará muitíssimo bem posicionado junto aos três primeiros aqui já referidos, e com Obra a fazer e sendo feita!

E os tempos estão muito difíceis e ainda mais complicados. Mas contamos com Marcelo Rebelo de Sousa! Já é a partir de 9 de Março na Presidência da República de Portugal.

Augusto Küttner de Magalhães

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