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Do Que Se Fala – Compras à Alemanha foram as que mais aumentaram em 2014

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Estamosmercedez permanentemente a dizer mal da Alemanha, da Frau Merkel e do Schäuble – ministro das Finanças –, e quanto a este não poucas vezes temos mais que razão em o fazer.

 A Frau, tem-se portado até muito bem, neste tema gravíssimo da Grécia -isto é para as esquerdas caviar darem saltos -, em que todos sabem dar palpites e um “horror” de comentadores aparecem todos os dias, de manhã à noite, a outorgar insinuações, por todo o lado.

Tal como no futebol, por cá toda a gente sabe dar sugestões, e então sobre a Grécia é tudo muito “letrados e entendidos”. E os dois primeiros-ministros em funções, em simultâneo, mais o chefe de momento do maior partido da oposição, mais o ainda PR, e os partidos do contra do sistema, todos têm que falar muito, e pouquíssimo dizer. Mas, parece impossível todos estarmos recatadas, calados, sem aparecer ao segundo em tudo que sejam televisões. Ponto.

Bem, mas quanto à Alemanha, que se tornou a par do Futebol, desporto conhecido de todos, de dizer mal, neste caso da Alemanha,  podemos saber pelas mais recontes estatísticas do INE que:

As importações oriundas da Alemanha foram as que mais cresceram (12,1%), o que fez com que a principal economia do euro passasse a ser o mercado em relação ao qual o país tem o segundo maior défice nas transacções comerciais de bens. A Alemanha “reforçou a sua posição como segundo principal país fornecedor de bens a Portugal”, assumindo um peso de 12,4% no conjunto das importações.

Ao mesmo tempo, a Alemanha passou a terceiro principal país de destino das mercadorias portuguesas, com um peso de 11,7%. As vendas para a economia alemã aumentaram 2,2% em relação a 2013.

Claro que “isto” nos ajuda a entender algo que só não vê quem não quer, uma vez que grande parte das importações que estamos em crescendo a fazer da Alemanha, são de automóveis. A Porche nos primeiros meses já deste ano – 2015- vendeu quase 300 automóveis cá, novos, importados. E podemos ver Mercedes, BMW e Audi novos, topo de gama, por todo o lado, reluzentes, importados. Novos.

Bem, qual o interesse em estar-se sempre a dizer mal da Alemanha, e até sem ter tido família que tenha sofrido à mão do austríaco Hitler, que dominou a Alemanha e os alemães, em parte do século XX, e depois ir a correr comprar “grandes máquinas”, novas, alemãs para andar a mostrar pelas cidades do nosso País? Isto é falso? É mentira? Alguma coerência entre o discurso e as acções, talvez fosse mais conveniente.

E talvez, seja de nos lembrarmos que temos como Pais, dois submarinos que não sabemos minimamente para que nos servem, e que foram não há muito tempo, comprados à Alemanha. E que na mesma ocasião a Grécia comprou 5 (cinco) submarinos.

Bem, isto quererá dizer que temos qualquer incoerência, entre o que dizemos e o que fazemos, ou dizemos para aliviar o que incorrectamente fazemos. Ou então, alguém putativamente pagará os nossos luxos?

Claro que apesar de tudo, a Alemanha nos comprou mais, mas unicamente aumentou nos produtos químicos em que só somos “transformadores,” mas já é muito positivo mas não é suficiente.

No estudo que vai ser apresentado por Augusto Mateus, será possível analisar, que nestes últimos anos temos perdido competitividade com o resto da Europa, e qualidade de vida, e só o Norte continuou a produzir minimamente em condições de concorrência.

Talvez, seja tempo de todos, todos, todos, pensarmos, algo tão em desuso. E todos, mas principalmente os políticos – todos, sem excepções –  falarem muito menos e pensarem – eles, então – muito mais. E se dissermos mal da Alemanha não lhes compremos tantas máquinas para pavonear nas nossas ruas. É pouco coerente. Ou Não!

Augusto Küttner de Magalhães

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