Home Rubricas Do Que Se Fala |As presidenciais vão ser só bater em Marcelo?

Do Que Se Fala |As presidenciais vão ser só bater em Marcelo?

65
0

Será que a campanha para as presidenciais, que graças ao ainda actual ocupante de Belém — felizmente já por muito mais pouco tempo — só agora de facto têm tempo para ir começando a dar os primeiros “efectivos” passos, vai ser toda, unicamente, a bater em Marcelo?

republicaSe for, de facto é capaz de ser muito, mas muito pouco. É mais um tempo de crispação que estamos a viver neste nosso país, principalmente desde os resultados de 4 de Outubro e com a demora exagerada do ainda residente em Belém, de dar lugar legal e legitimamente ao Governo que hoje temos.

Mesmo que, evidentemente, tivesse de ter começado pelo que, de seguida, caiu no Parlamento.

Mas esperar tanto, e ainda a agravar “o tempo”, quando as eleições para o Parlamento já deveriam ter sido no primeiro trimestre deste ano, foi muito mau. (…)

Quanto às presidenciais, esperemos que este cenário de crispação e rancor não continue.

Se Sampaio da Nóvoa tiver espaço para representar algumas ideias, todos os outros que querem ocupar o mesmo lado estarão a mais. Mas compreende-se que o BE, nesta maré ganhadora das suas jovens/mulheres, queira apresentar uma candidata, tal como o PC, que sempre o fez, para depois os retirarem na fase final.

Quanto à outra senhora, que até teve um bom percurso de vida, querer ser Presidente depois de ter defendido arduamente uma fracção que caiu no seu partido, e ainda para mais apresentando-se na parte mais importante das legislativas, o que pode ter prejudicado o próprio partido, é estranho, no mínimo. Mas que tenha a sua sorte, e deixe de malhar em Marcelo!

Quanto a todos os outros, e independentemente das sondagens, talvez fosse a vez de não estarem todos com a mesma cassete — como quem mais fazia isso, e ainda vai fazendo, e muitos nos lembraremos —, sempre a fustigar Marcelo. Talvez todos e cada um saibam “querer dar ideias” sobre o que deverá ser a Presidência da República a partir de 2016, até para se recuperar para o país, e para nós, população, uma instituição tão necessária num regime semipresidencialista, e tão menos bem conduzida nestes últimos dez anos, com especial incidência nos últimos cinco.

Não se pode nem deve — como tantos estamos, em tantas outras áreas, a fazer — esquecer o passado, antes pelo contrário, mas temos de ir em frente, fazendo ligações com esse mesmo passado.

Com ideias novas que sejam concretizáveis e que apontem novos caminhos, que não serão, por certo, unicamente “bater em Marcelo, bater em Marcelo” (…).

Augusto Küttner de Magalhães,

Artigo também publicado no jornal Público

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here