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Do Que Se Fala | A Reforma do Estado e as dívidas, tudo na mesma ou pior.

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Chegados a Novembro de 2015, estamos todos continuamente distraídos do essencial que nos fará ou não dar “a volta” à nossa crise, na qual todas temos “culpas”. Evidentemente que quem teve mais “poderes” de fazer diferente não o fez!

guiao_reforma_estadoContinuamos com a Reforma do Estado por fazer, e continuamos com a terceira maior dívida pública da Europa, sem aqui e agora falar nas dívidas dos privados, que aumenta com o credito aos automóveis novos e à habitação – para mostrar que se “tem, melhor que o vizinho”!

E se a ideia de quem quer que seja que ache nos consiga “governar”, for de continuar a fazer de conta que “isto” não é preocupante, não vamos conseguir fazer crescer de vez a Economia, aumentar o Emprego e criar consistência futura e presente nosso País. E já chegará de atirar culpas de uns para outros e ninguém querer ou saber resolver o problema. Palavras todos sabemos “dizê-las”!  Nisto somos peritos, todos e todas!

Na Reforma do Estado, está tanto, mas tanto por fazer. Continuamos com ministérios de costas voltadas, que repetem serviços e trabalhos, que têm directores e diretoras – como hoje se diz –  a mais, que  fazem todos a mesma coisa, para justificar a sua desnecessária “continuação”.

Continuamos com Reguladores a mais, que são estanques relativamente aos outros, para se manterem todos e cada um. Continuamos com Tribunais fiscalizadores, que apontam as fiscalizações quando já se gastou erradamente dinheiro dos contribuintes e nada se pode fazer. Continuamos com automóveis topo de gama a mais nos Ministérios, e com extra que os fazem custar-nos o dobro do que nos deveriam valer. Continuamos com as Forças Aramadas não dimensionadas ao que devem servir que é a Nato e o resto deveria deixar totalmente de existir. Continuamos com Deputados a mais. Continuamos com o dobro das Câmaras Municipais, das que necessitamos. Ou seja tanto por fazer que ninguém fez.

Continuamos, face ao atrás exposto, a aumentar a dívida pública e ainda não conseguimos aumentar a produtividade do nosso Pais, para tudo ficar melhor e até devolver 4 feriados indevidamente suprimidos, e não só. As dívidas dos privados com empréstimos para comprar automóvel novo e habitação nova – um tique que nos está intrínseco – continuam a evoluir, no sentido indesejável, ou seja a aumentar.

Continuamos a não criar Emprego, vai-se baixando “estatisticamente” o desemprego dado pessoas abandonarem o País ou a procura de Emprego. A Economia estagnou há 10 anos, não se criam empresas novas de facto produtivas, que possam e devam criar novos empregos a pagar condignamente acima do salario mínimo, sem sequer o ter que estabelecer. E com produtividade superior em 32% à actual, para nos comparamos aos mais desenvolvidos!

Continuamos indefinidamente a nada de essencial se resolver, mas atiramos culpas e quase insultos de uns para outros, e tudo fica na mesma. Enquanto no essencial não mudarmos vamos de mal a pior, seja quem possam ser os figurantes que ocupem os ministérios, aparecendo a muito falar sem nada dizer, e todos em topos de gama, pagos com os nossos impostos, e conduzidos por motoristas nossos.

Augusto Küttner de Magalhães

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