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Do Que Se fala | A proveniência do “capital” não será o problema da Banca

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Continuamos, hoje, demasiado preocupados com a proveniência do “capital” dos “nossos” bancos. Se vem do país vizinho, se da China, de Angola ou de qualquer outro País, parecendo que se fosse só e unicamente “nosso” iria correr tudo lindamente.

Sendo que, os bancos que têm vindo a rebentar sucessivamente no nosso País, tinham dado já não terem por já não existirem, capital “interno” e rebentaram. Logo, muito mais que a origem do capital – “a origem do capital!” – seria de se pensar no funcionamento adequado da banca, na gestão dos bancos, na supervisão funcional.

Assim, seria de se comedir, talvez, e muito rigorosamente, ao cêntimo, a quem se empresta dinheiro, com que garantias, qual a transparência de toda a operação. A gestão dos bancos recebe substanciais prémios se emprestar muito, ou se nos 5 a 10 anos seguintes nesses enormes empréstimos, o banco não perdeu tudo, por se calhar não se efectuarem os empréstimos mais indicados?

Todos nos lembraremos, se quisermos e não vai lá muito tempo, de empréstimos à habitação que incluíam mobiliário e até automóvel. De empréstimos para viagens de férias, em anos sucessivos, de créditos publicitados quase impulsivamente, como se estivéssemos às compras no supermercado! Foi o tempo das vacas muito gordas!

Quanto aos reguladores, e muito para além da “cara” de quem os representa seria importantíssimo tudo “por si só “funcionar muito bem, regulando por ser essa a sua utilidade, controlando, e não apagando incêndios quando já tudo está “ardido”! Isso é mais para outros!

A banca é essencial para fazer chegar o dinheiro de quem a poupa a quem o utiliza e quem poupa deverá ser “pago” por assim fazer, por não gastar e poupar e quem precisa desse dinheiro deve pagar para o ter.

E o banco como intermediário receberá a sua percentagem, mas terá que fazer tudo bem feito, por forma a ter riscos, mas mínimos e não o inverso como vem a acontecer, em que o crédito malparado abunda nos bancos que ainda não rebentaram, e flutua “por aí” nos que já rebentaram.

E no fim quem paga somos nós, todos, os que cumprimos com os nossos deveres, dado que os outros que só têm direitos, no tendo deveres, safam-se sempre.

E a Justiça actual de facto será célere em todas estas situações, passadas, presentes e futuras, ou fica sempre uma quantidade avassaladora de dúvidas se temos “várias justiças”, em várias modalidades e outras tantas velocidades, ou nem por isso.

E assim voltando à “nacionalidade do capital” que esteve, estará ou nem por isso, em toda a banca mormente na que “habita” Portugal, não parece ser o mais grave. Dado que não faz a diferença ao que nos é dado ver nestas últimas décadas.

Algo muito mais importante,  urgente e indispensável  deve ser feito em toda a banca e em toda a regulação, para todos termos direitos mas também deveres, e acreditarmos em muito mais situações e /mas na banca, também.

Augusto Küttner de Magalhães

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