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Do Que Se Fala | Donald Trump não será uma evidência de que os EUA também não estão bem?

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giphyA única “coisa” em que nós europeus nos entendemos, é quando achamos ser possível tomar decisões relativamente aos “outros”. Cá dentro, nunca!

Das duas vezes possíveis, em que Obama concorreu à Casa Branca, a Europa se votasse nos EUA, fá-lo-ia ganhar por 90%. E, nesse seguimento, hoje, “cá dentro “,neste espaço “dito” único que deveria ser o nosso, Europeu, mas não é e cada vez menos será, se pudéssemos votar nos EUA fá-lo-íamos todos no Partido democrata, se calhar até em Sanders.

Mas, não podemos e seria bom ter esta intenção cá dentro, nesta desunião europeia, que seria a prova de que caminharíamos para uma União e não o contrário, como nos está a acontecer. E não temos políticos válidos em lado ou, até merecemos “estes” que temos?

Assim, nos EUA, não parece que seja só Donald Trump que se candidata como o maluco de serviço, com o seu desgarrado penteado, que não lembraria a ninguém.

Donald Trump no seguimento da linha ultraconservadora do Partido República, está ainda mais à direita que o Tea Party, e tal como alguns chefes de República de países que fazem parte do espaço Europeu, quer erguer muros entre os EUA e o México, quer expulsar os muçulmanos, não quer fechar Guantánamo, e por aí adiante.

Se conseguirmos pensar um pouco, talvez possamos considerar que o problema deixou de ser de Donald Trump, passando a ser de uma grande faixa dos americanos, dado que se assim não fosse já haveria outro primeiro posicionado para a corrida presidencial nos EUA, no fim do corrente ano, pelos republicanos.

Os EUA como a Europa, como o Ocidente vivem tempos de incertezas, de vontade de fechamento num mundo global, e tudo vai sendo feito com “fugas” para a frente, que nos são prejudiciais. Vejamos como a Europa não sabe lidar com a Crise dos Refugiados! Cada um faz o que lhe apetece.

Ao que parece as Presidenciais nos EUA serão disputadas entre Trump pelos Republicamos, e Hillary Clinton pelos Democratas, esta última é a eterna candidata, que não conseguiu chegar às eleições da última vez por Obama a ter ultrapassado, o que esteve agora quase a acontecer com Sanders. Mas, parece que a escolha das primárias aponta para estes dois Trump e Hillary.

Claro que se nós votássemos lá, era certa a eleição de Hillary Clinton, e até mais a de Sanders.

Mas será que a população americana está, também ela, desiludida com os políticos? Será que a recordação de Reagan, tal como Thatcher no Reino Unido puxaram demasiado os seus países para um tempo sem regras, em que ficou a valer, unicamente, a força do dinheiro.

E, hoje, estando a acabar estes tempos muito positivos, mas pouco conseguidos de Obama na Presidência, houve um recuo de mentalidades?

Se de facto Trump fosse um possível absurdo para os americanos, já não estaria na corrida Presidencial, havia mais candidatos, que ficariam pelo caminho.

Se, não somos nós europeus que nos EUA votaremos, se Trump ganhar, haverá mais um deriva populista e talvez totalitária nos EUA, com consequências para todo o Ocidente.

Não andarão os EUA também fartos de pensamentos e rotas de futuro, tal como nós Europa, e grande parte do Ocidente, estamos?

Não estaremos todos, todos a tão desacreditar nos políticos e nas políticas e porventura em nos próprios, que aparecendo um tontinho/salvador gritamos para que nos ajude?

Augusto Küttner de Magalhães

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