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Do Que Se Fala | Alguém de fora de Lisboa vale muito pouco, em Lisboa.

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desertoContinuamos a sentir uma tremenda centralidade de tudo e de nada em Lisboa, e as pessoas de Lisboa só olham para o “seu umbigo”, ou transformam-se quando lá chegam, para sobreviver “lá”, e fazem de conta não notar que tal acontece, de tão normal se torna assim proceder. Ou vêm-se embora como e muito bem, alguns têm feito! Hoje, temos um exemplo de quem não se rende a estas evidências, que é o actual Presidente da República, mas evidentemente não vai ser “por aí” que vai arranjar uma guerra de poderes. Mas nota-se na Sua maneira de ser e querer “sempre” parecer. E, cada vez que um Governo, seja de que facção possa ser, tenha ministros de fora de Lisboa, que “evidentemente” têm que exercer “funções” em Lisboa, na primeira oportunidade começam a ter problemas, por mais capazes e competentes que possam ser.

Temos exemplos “disto” desde sempre, até em Primeiro-Ministros que foram do Porto. E claro que o actual Governo não está a ser excepção e já se notam parangonas em jornais e não só, em todos os nossos meios de comunicação social, hoje demasiado iguais – as verdades devem ser ditas, sem problemas, se são verdades, podem não ter espaço, mas – “contra” os ministros de fora de Lisboa, mormente do Porto. E de repente, vai-se encaminhando as mentes de todos, a formarem juízos de valores contra os ministros e outras pessoas que chegam a Lisboa. E vai-se devagar, devagarinho arregimentado pessoas para irem atacando tudo o que “mexe”, de fora de Lisboa, não vá haver alguma distração e não vá essa pessoa no seu verdadeiro dever, defender o País todo por igual e não só Lisboa, e sempre e só Lisboa. E, não vá essa mesma Pessoa querer imaginar que tudo existe fora de Lisboa, tal como em Lisboa, excepto Governo, Assembleia da República e Tribunais Centrais e vá tomar o País como um todo. E ao pretender fazê-lo, não irá “puxar” primeiro, segundo e terceiro por Lisboa e lá para décimo pelo “resto” do País.

Não se trata aqui e agora de atacar a Corte – leia-se Lisboa – porque sim, mas, tristemente continuar a constatar que a Capital do ex-império, continua a ser Lisboa e continua a não querer deixar que o País, num tempo difícil, se desenvolva todo por igual. E hoje, uma vez mais dado que Lisboa está à frente em nível de qualidade de vida e não só, seria de ajudar todo o resto do País. Dois dos três ministros de “fora de Lisboa”, hoje, do Governo actual que se cuidem, para não terem que deixar de pensar por si, ou, terem quem “amanhe” para que deixem de ser ministros. Por certo, o actual PR sem nunca querer interferir na Governação, até por não ser sua competência e ficaria logo em estado de desgraça, irá estar atento a esta situação. E, a mudança que teve que haver num ministério que antes era secretaria de Estado, não se deveu a alguém ser de Lisboa, do Porto ou do Algarve, mas, não ser desde o início a pessoa indicada para o cargo. Esperemos agora, não ter surpresas desagradáveis dos que estão bem no cargo, mas são de fora de Lisboa. Veremos! Com dúvidas!!!! Dado que se um Banco for criado, mas ficar fora de Lisboa, já não é necessário, talvez por ser de fora de Lisboa, ou haverá outro motivo?

Augusto Küttner de Magalhães

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