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Divisão De Alunos Por Níveis De Aprendizagem E Reação Do Secretário De Estado João Costa

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A capa do Público aponta claramente para turmas de nível…

Apesar de no interior da notícia (acesso pago) surgir a afirmação que esta organização tem um caráter temporário.

Maioria das escolas que mais reduziram os chumbos optou por dividir os alunos em função das suas dificuldades. No âmbito do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, lançado por este Governo, assume-se que esta forma de organizar as turmas tem carácter temporário.

O secretário de Estado no seu facebook fez questão de esclarecer

Eis dois excertos do documento e que podem consultar no final.


Concordo e pratico-o há muitos anos – não é por acaso que a disciplina de Educação Física é referida como exemplo na prática de diferenciação pedagógica -, sou claramente favorável à diferenciação pedagógica e colocação de alunos por diferentes níveis de aprendizagem, desde que permita o ajustamento entre estes.

Devemos deixar de ter receio de falar em níveis diferentes, em desempenhos diferentes, em capacidades diferentes. Os alunos são todos diferentes e a igualdade está no trabalho diferenciado que é realizado diariamente.

Apesar de nas turmas heterogéneas podermos trabalhar de forma diferenciada, é muito mais fácil dar 1 aula para todos, do que várias aulas para alguns. Lembro que há turmas com 30 alunos, tornando difícil um trabalho diferenciado e personalizado com efetiva qualidade.

A velha questão da exclusão, da segregação e do elitismo fomentado pelas turmas com patamares de desempenho diferente, está apenas na cabeça dos que têm preconceitos. Não faz sentido colocar um aluno que está a aprender a somar, com alunos que já fazem cálculos como quem respira, não faz sentido colocar um aluno que mal sabe ler, com alunos que já fazem interpretação de texto com uma perna às costas, não faz sentido colocar um aluno a nadar quando nem consegue molhar a cara…

Cabe aos professores explicar aos alunos e principalmente aos pais, que a diferenciação pedagógica permite que a escola espere por todos, potenciando a motivação e o interesse que são determinantes para o sucesso escolar.

Não há os “burros” de um lado e os “génios” do outro, há alunos, há pessoas que devem ser respeitadas nas suas diferenças.

Ignorar isto é ignorar a essência do ensino, da escola, que se quer para todos e por todos.

Alexandre Henriques


Escolas que mais reduziram chumbos dividiram alunos por nível de aprendizagem

(Público)

Ação Estratégica Das Escolas Que Mais Reduziram O Insucesso Escolar Em 2016-18

8 COMENTÁRIOS

  1. Lamento Alexandre, hoje discordo totalmente de si…
    O elitismo que se cria com turmas de nível é insuportável…
    Até porque não há alunos bons a tudo… No meu anterior agrupamento (TEIP), os meus alunos médios, perderam-se, os maus, nem se fala e o comportamento da famosa turma de elite era insuportável!!!!

    • As questões disciplinares devem ser tratadas independente da turma e do seu nível de desempenho. Pergunto-lhe se as turmas estivessem juntas não haveria problemas entre os alunos? Se o problema está na socialização, julgo que é indiferente o contexto. Quando ao discordar, esteja à vontade, o importante é debatermos.

  2. Um gajo de ginástica a dar lições de pedagogia! Brilhante!

    Depois os exemplos que dá é mesmo isso: o de um gajo de ginástica a falar do que não sabe.

    Ó amigo, já deu conta que, no primeiro ciclo, há professores que têm os anos de escolaridade? Sabia que o meu filho mais velho viveu uma situação em que estava ele e os colegas de 2.º ano,o outro grupo do 3.º e um outro do 4.º? Sabia que aquilo não resultava porque era impossível a desgraçada da professora atender, de forma adequada, às necessidades dos alunos?

    Dê lá as suas aulas de ginástica e deixe de dizer asneiras.

    Cada texto que evacua aqui é de uma imbecilidade atroz!

    • Lamento profundamente pela sua doença… Espero que com o tempo encontre uma cura… Caso não seja possível, que a paciência para o aturar seja suficiente para lhe trazer alguma paz de espírito…

  3. Bom… não irei ler o estudo, porque há lá nomes que não dão garantias de credibilidade, depois só aceitaria que os resultados foram de facto os que os agrupamentos apresentam se fosse realizada uma avaliação , por fonte externa, aos agrupamentos e ao ME, e depois uma avaliação no final das medidas… De resto , e já tenho idade para ter juízo, sempre que há uma medida para o sucesso ele padece de resultar automaticamente: na verdade tudo ficou na mesma mas os papéis dizem que as manhãs nasceram radiosas…
    Quanto às turmas de nível , que sou contra, o relatório nunca irá por esse caminho, mesmo que as mesmas fossem a melhor solução do mundo, até porque era uma ideia bem amada por Nuno Crato, e ideologia esotérica deste governo nas chamadas Escolas Modernas do Século passado não lho permitiria: essa é a essência das religiões. Mas volto a dizer não li o relatório, nem lerei… questões de credibilidade…

  4. Concordo plenamente consigo Alexandre Henriques. Tenho pena é que ainda sejamos poucos a pensar desta forma para prejuízo dos todos os alunos. Tapar o sol com a peneira e frustrar os bons e os maus alunos em X ou Y area. Já enjoa… Falo à vontade pois tenho filhos com mta facilidade em determinados assuntos e com dificuldades noutros. Adorava que pudessem realmente aprender ao seu próprio ritmo… e não a um ritmo imposto pela maioria.

    • Conversa para entreter meninos, Maria… quero ver os seus filhos numa turma, mesmo que temporária, com os ”coitadinhos” e depois falámos… Fala de barriga cheia porque os seus rebentos devem estrelar nas ditas disciplinas ”nobres” … presumo, sou eu a presumir… porque já ouvi esta conversa muitas vezes que não recebessem uma estimulçãozinha extra a ”ginástica”… Se me engano, e olhe que eu já vi muito ,mas , muito mundo… dou-lhe os parabéns pela excepção…
      Aliás estes planos surgem porque há falhas sociais, mas a escola resolve ali , o professor, nuns minutos, o que se construiu diariamente e por várias gerações…

  5. O comentário de Paulo Gomes é lamentável e demonstra, isso sim, uma total ignorância do que se fala, para além da boçalidade evidenciada. Não há qualquer relação com a criação de níveis de aprendizagem dos alunos na sala de aula e as “turmas de nível”.

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