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Diretores resilientes – Filinto Lima

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Gozando da tão necessária e relevante pausa letiva (de natal), as escolas preparam-se, agora, para enfrentar os 55 dias úteis de aulas relativos ao próximo período, que, se decorrer de modo idêntico ao primeiro, será excecional.

É o momento oportuno para realçar o trabalho extraordinário dos diretores e das suas equipas diretivas, dos coordenadores de professores e do pessoal não docente, que se devotaram de alma e coração, mormente aos alunos, a maioria dos quais arredada do espaço escolar de 16 de março até ao início do ano letivo atual. Seis meses é muito tempo!

Os líderes das escolas públicas portuguesas constituem um órgão unipessoal, que faz uso da colegialidade de opiniões, em auscultações frequentes e participadas, quando da tomada de decisões; são eleitos por um órgão representativo – conselho geral – dos professores, do pessoal não docente, dos pais e encarregados de educação, dos alunos, do município e da comunidade local – inviabilizando a possibilidade da prática adversa dos jobs for the boys; o seu cargo é limitado a um máximo de 4 mandatos – de 4 anos cada – e é desempenhado por um docente, impedido a outros profissionais, nomeadamente a gestores; o exercício das funções de diretor faz-se em regime de dedicação exclusiva, o que implica, com ressalva específica, a incompatibilidade do cargo dirigente com quaisquer outras funções, públicas ou privadas, remuneradas ou não – há quem afirma tratar-se de um verdadeiro sacerdócio (!); está isento de horário de trabalho e aufere um suplemento retributivo variável, de acordo com o número total de alunos da escola ou agrupamento onde exerce funções – hipocrisia legislativa (!); pode optar por lecionar uma turma. Na verdade, tem de ser um(a) super-homem/mulher, atendendo aos requisitos legais, mas, inegavelmente, ao perfil pessoal e profissional que deverá possuir e se exige.

E, no entanto, os 812 diretores existentes no sistema educativo nacional dispõem de um modelo de avaliação injusto e que reclama uma alteração urgente, pedido que será concretizado no próximo ano civil, sejam os políticos sensíveis a tal desígnio. Invocam, ainda, maior apoio na sua ação, nomeadamente das serviços centrais do Ministério da Educação, fundamental para o desempenho preciso das funções que lhes são depositadas, não esquecendo o essencial aumento das escassas margens de autonomia e confiança por parte da tutela, que contribuirá para (re)afirmar o reconhecimento endossado a estes pilares do sistema educativo. Estas, entre outras, são algumas das reivindicações daqueles que atuam no superior interesse da Escola Pública.

Os dirigentes máximos das escolas revelam-se decisivos, para além do mais, na obtenção dos resultados positivos na Educação, expressos recorrentemente nos últimos anos, quer interna quer externamente, mau grado a escassez de recursos humanos, profissionais imprescindíveis e potencializadores das melhorias mais acentuadas; na gestão extraordinária que realiza(ra)m em relação à pandemia, eixos de referência para o sucesso das medidas adotadas no primeiro período letivo; no modo insigne como gerem diariamente os estabelecimentos de ensino e que colhem a estima da generalidade das comunidades educativas que norteiam.

Por isso, neste final de ano, saúdo os nossos diretores, subdiretores, adjuntos e assessores, pelo trabalho louvável que têm efetuado na liderança das suas comunidades educativas, quantas vezes sem o sentido e merecido reconhecimento, legal e institucional.

Fonte: TSF

3 COMMENTS

  1. Só para dizer ao Filinto que só anda nesse sacerdócio quer quer. Quem não quer a cena como é que vá embora a dar as aulas. Ninguém é insubstituível. Até o Senhor Professor Doutor Oliveira Salazar morreu e Portugal continuou, mal ou bem continuou.

    • Todos sabem que no início ele andou em Gaia a dar umas horitas de Geografia arranjadas pelo Matos. Tudo gente das colónias.
      Ele com a sua pastinha e gravatinha de Testigo de Jeová nunca saia da escola sem antes passar pelo gabinete do Matos. Na altura fazia questão de afirmar que não era professor, só porque acabadinho de sair do curso de Direito se considerava advogado!
      Chegano? Sim! Nacional patriótico. Respeitinho porque ninguém o pode tratar por menos de doutor. Jogo de cintura para ser alguém e encher o estômago suburbano.
      Soube fazer ali um cantinho seu anulando até nome do grande escultor Teixeira Lopes com um rebaptismo agrupamental à medida.

      • Tive a oportunidade de conhecer o Filinto Lima. E de todas as vezes que falei com ele, foi sempre uma pessoa séria, humilde, com capacidade para ouvir e argumentar com elevada educação. Vir para aqui acusar pessoas ainda por cima com nome falso, revela bem para o que se vem.
        Eu não o trato nem por doutor, nem por professor, é mesmo por Filinto e sei que é assim que ele prefere.

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