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Dinheiro Vivo | A liberdade dos professores

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correnteEste artigo causa urticária mas não deixa de ter o seu quê de razão. Apesar de considerar a classe docente na sua maioria competente, repito maioria, repito outra vez, maioria. Existem umas quantas “ervas daninhas” que teimam em surgir todos os anos e que há muito deviam ter sido arrancadas pela raiz ou pelo menos colocadas de pantufas, tomando o seu chá de camomila e a ver a Teresa Guilherme…

Ricardo Reis faz uma comparação interessante entre Portugal e os EUA, mas no final não deixa de apoiar os professores portugueses.

Fica o link e alguns excertos.

A liberdade dos professores

Muitos dos professores nos EUA são contratados pelas autoridades locais, que, por sua vez, financiam as despesas de educação com as receitas do imposto de propriedade, equivalente ao IMI. Os pais têm por isso acesso direto ao diretor da escola, que mora na vizinhança, e este, por sua vez, tem perfeita noção de que é o dinheiro dos pais que paga os salários de todos na escola. Logo, quando eles querem proteger os seus filhos do que acham ser a influência imoral ou nefasta de um professor, podem organizar-se, ameaçar mudar de vizinhança levando os seus impostos com eles, e assim conseguir que o professor perca o emprego.

Em Portugal, os professores são contratados pelo Ministério da Educação. É praticamente impossível aos pais impedir que os seus filhos sejam ensinados por um determinado professor. Nem com muitos abaixo-assinados ao Ministério da Educação se pode remover um professor do “quadro”. Por sua vez, tendo em conta o contrato de trabalho dos professores, que são funcionários públicos, é preciso haver uma falha disciplinar muito grave para perderem o emprego. Por boas ou más razões, os professores em Portugal são dos atores mais intervenientes no debate público e nas reivindicações sociais.

Não é claro qual dos dois sistemas é melhor. Mas, para o meu gosto, antes ter uns poucos professores livres e indelicados do que ter muitos constrangidos e bem certinhos.

1 COMMENT

  1. …pelo contrário,são os contratados que dão a vida pela vida todos os anos na escola pública. assim funcionou o sistema que está moribundo, a morrer…com as silvas a tomar conta do resto…e tudo a ficar a monte! e… «que deus tenha pena das suas almas!»

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