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Dia De Portugal: O Desrespeito Pelos Portugueses

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“A educação é simplesmente a alma de uma sociedade a passar de uma geração para a outra.”

G. K. Chesterton

Um conjunto de políticos não estadistas e mui importantes profissionais que, sem dignidade de princípios, se vendem a quem melhor serve as suas causas corruptas, são, na sua essência egoístas pois a sua agenda pessoal, ou dizendo melhor, a sua ambição desmedida pelo poder de todas as formas, sobrepõe-se a tudo. A sua ausência de moral e hipocrisia ideológica sustentam o desrespeito pelo povo português. Assim todas as suas decisões são tomadas sempre pelos piores motivos corroendo os alicerces da nação.
E o ilustre povo herdeiro de grandes feitos e descendente de valorosos Homens, é cúmplice e, pelo seu conformismo, aplaude enormidades desconcertantes e destrutivas de uma nação digna de assim ser denominada.
É uma falta de vergonha, um descaramento, uma desonestidade nauseabunda que invade cada rua, cada casa, cada vila e cidade, arrastando na lama pegajosa os que não se subjugam, os que gritam o pensamento de uma liberdade amordaçada pelas causas individuais de poderes podres de honra, justiça e honestidade, os que abrem horizontes e perspectivas de opinião, de espírito crítico, de verdadeira democracia.

Num atentado à inteligência, da medicina ao direito, da arte à política, da educação à engenharia, vende-se o carácter a mentirosos compulsivos, sem escrúpulos, a troco de um qualquer presente envenenado.

E assim vamos, “cantando e rindo”, uns porque mandam e por isso, podem tudo; outros porque querem mandar e tudo poder.

Um dia seremos poucos a agitar o sossego, a questionar irreflexões, a desafiar os poderes instalados, a incomodar. E nesse dia sei que farei parte destes poucos e seremos muitos, pois esse é o espírito do professor, abrir os caminhos onde tudo pode reformular-se, repensar-se, refazer-se. Fomos, somos e seremos desconcertantes e pela força de quem eleva a sabedoria seremos sempre regeneradores e fazedores de futuros. Resiliência é o apelido de quem é Professor. E mesmo que faltem ‘alguns algarismos para um número de telefone’ manter-nos-emos fiéis à dignidade de quem é muito mais que 942. Este será o número entalado na garganta de quem ultrajou a mais alta esfera de uma sociedade, a Educação, os Professores.

Maria do Rosário
Professora do 2º Ciclo do Ensino Básico

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2 COMENTÁRIOS

  1. Gostei de ler. Pelo sentimento de ultraje a um povo, a uma nação. Gostei de ler pois revi-me no profundo desencanto de uma sociedade miserável mas conformada. Gostei de ler pois concordo com todos os adjectivos desde a imoralidade, à mentira, passando pela hipocrisia, pela desonestidade sem vergonha à podridão da ausência de valores. Gostei de ler pois igualmente concordo com a destruição de um povo com o ataque e ocupação das suas Instituições até conseguirem enfraquecer, controlar e silenciar qualquer resquício de individualismo e de crítica,…
    Já não concordo com a resiliência sem objectivo, nem com a “fidelidade” senão ao nosso próprio carácter… Pois que quero os números que faltam, que são meus por direito de trabalho…pois que já me basta e não perdoo tudo o que me têm roubado! Não há glória na pobreza, nem na rendição nem tão pouco na fidelidade não recíproca! Para isto estão os capachos e que os metam todos pelo sítio que estou a pensar! A garganta deles é funda e não é um 942 que lhes faz qualquer nossa…riem-se e ainda gozam!

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