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Deviamos Ter Começado Por Aulas Via Walkie-Talkies

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“Foi tudo feito em cima do joelho. Os professores precisavam de cursos online, e deviam ter sido discutidas várias opções de plataformas. Nunca podemos garantir a segurança em plataformas externas”, diz Sérgio Silva. “Todos os sistemas são permeáveis a ataque. Seja o Zoom, o WhatsApp, o Messenger ou o Gmail. É preciso ensinar as pessoas a saber utilizá-las, com menos risco e sem transmitir informação pessoal.”

A frase é de Sérgio Silva, director executivo da CyberS3c, organização dedicada ao ensino da segurança de informação.

Naturalmente que tem razão, a maioria dos professores e seus diretores não tiveram em consideração as questões de segurança online, pois partiram do pressuposto que plataformas certificadas seriam relativamente seguras. Com tanto por fazer e com tão pouco tempo, as preocupações foram outras: criar procedimentos, tutoriais de utilização, criação de emails para alunos, registos, pesquisa, preparação de aulas em formato digital, etc.

A interrupção letiva da Páscoa que normalmente serve para desligar um pouco, foi tudo menos off e acreditem que os professores, escolas e todas as instituições acima delas, têm trabalhado muito, muito mesmo. Por isso não alinho na carruagem dos apontadores de dedo, pois reconheço o imenso trabalho, esforço e dedicação de milhares de profissionais.

Se alguém estava à espera do sucesso pleno logo à primeira, não está nisto de boa fé! É impossível mudar toda uma estrutura de ensino, onde constam milhões de pessoas, sem surgirem contratempos. O que foi feito foi de louvar, lembro que no espaço de 15 dias conseguiu-se algo que só nos filmes de ficção científica seria possível.

Por isso o título deste artigo, para responder aos que estão sempre, mas sempre a ridicularizar e prontos a “malhar” em tudo e todos. São os sabichões, os seres perfeitos, que com a sua bola de cristal conseguem adivinhar o futuro, adorando criticar os outros que não alinham na sua carruagem carregadinha de fantasmas…

Continuemos a trabalhar pois as adversidades vão persistir. Os profetas da desgraça que permaneçam nas bancadas pois é aí que se sentem melhor…


YouTube apaga invasões de aulas virtuais no Zoom. Fenprof diz que “não há condições” para leccionar online

Contactada pelo PÚBLICO, a equipa da Google (dona do YouTube) sublinha que os vídeos destes ataques violam as regras da plataforma, ainda que não existam regras que visem explicitamente o fenómeno do zoombombing. “Nós temos regras rígidas que proíbem conteúdo que contém assédio, discurso de ódio e sexualização indesejada, e rapidamente removemos [conteúdos] quando são denunciados pelos nossos utilizadores”, explicou Alex Joseph, porta-voz do YouTube.

Professores, pais ou encarregados de educação de crianças que sejam vítimas em vídeos do género devem contactar a plataforma. “Na eventualidade de alguém sentir que teve a sua privacidade violada, podem preencher uma queixa e nós vamos rever e remover qualquer conteúdo contra as nossas regras”, acrescentou Joseph. Para fazer uma queixa relativa a um vídeo, deve carregar-se nos três pontos no canto inferior direito dos vídeos e escolher “denunciar”.

(…)

2 COMMENTS

  1. Por amor de Deus, parece que descobriram agora a pólvora. Há anos que as universidades dão aulas on-line e nunca se queixaram, há anos que as universidades dão ações de formação sobre e-learning a professores do ensino básico e secundário. Há anos que as empresas andam a utilizar estás plataformas. Agora é que descobriram problemas de segurança. Mas será que têm assim tanto a esconder como se uma simples aula violasse a segurança nacional do país e do mundo. Por favor cresçam e não arranjem desculpas para nada fazer e quererem ir de férias mais cedo. Há anos que dou aulas online, formações e cursos. Cresçam e sejam profissionais, coloquem os olhos nos profissionais da saúde e não se queixem tanto.

  2. Há anos que as pessoas brincam com o fogo e não é por se fazer há muito tempo que se deve entrar na espiral de olhos vendados. Durante muito tempo as pessoas cuspiram para o chão e entre mortos e feridos alguém escapou, mas isso não significa que esteja certo cuspir para o chão. As pessoas não podem ser obrigadas a expor a sua imagem publicamente, só porque há quem não se afete com isso. Quem quer, faz e arca com isso, por imposição não. É ilegítimo, ninguém deve ser coagido a expor a sua imagem, sobretudo quando os especialistas alertam, há muito, que não é seguro. Quem expõe a sua imagem corre riscos e deve ser compensado por isso, como acontece com as figuras públicas.
    Toda a gente está a trabalhar muito, de cima abaixo, ninguém está encostado à parede a ver. Não é isso que está em causa. Também não é justo acusar alguém de imprevidência. Ninguém sabia que vinha aí uma pandemia para ter tudo organizado. Os países têm sempre adversidades mais urgentes a combater. Ninguém está neste momento a organizar-se contra um dilúvio ou uma invasão de extraterrestres. Mas quando a bomba rebenta é preciso sensatez e discernimento e não histeria tecnológica, não podemos apanhar uma congestão de novorriquismo tecnológico, só para não ser apontado de incapacidade de surfar na onda. Há muito professor à porta da reforma a mobilizar sobrinhos, primos e enteados para não vestir a camisola dos infoexcluídos. Profissionalismo é ser competente e estar disponível na sua área específica. Quanto ao resto, ninguém pode cobrar mais que boa-vontade, empenho e solidariedade. Se cobrarem mais do que isto estão a exceder-se. Se toda a gente cobrasse dos outros perícia na sua área específica, teríamos agora médicos, que fazem falta na medicina, a ter que desempenhar o papel de bombeiros e de cozinheiros, e bombeiros e cozinheiros a ter de fazer de costureiras e padeiros. Em alturas críticas, somos todos tudo, mas com conta, peso e medida, nada de enxurrada. Tem de haver ponderação.

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