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Deverá O Acesso Ao Ensino Superior Por Em Causa A Segurança De Todos? – Miguel Pinto

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O acesso ao ensino superior é assim tão importante para os interesses do país ao ponto de levar o governo a colocar em risco a segurança de todos, reabrindo as escolas para os alunos do ensino secundário (11º e 12º)?
Sim, eu sei que é apenas um cenário e esta medida só será efetiva se for avalizada com o parecer dos técnicos e especialistas. Atentem que a clientela escolar escolhida para a primeira vaga será aquela com os exames nacionais à porta, embora a medida possa levar por arrasto (ou não, veremos) os alunos dos cursos profissionais, ensino recorrente, CEF´s e cursos de aprendizagem.
Os alunos do ensino secundário inscritos na via de acesso ao ensino superior representam cerca de 53% dos alunos inscritos no ensino secundário. São cerca de 200 mil alunos, cerca de 8,5% da população escolar.
Sob o ponto de vista estatístico, abrir a escola a 12,5% (se considerarmos todo o ensino secundário) ou 8,5% dos estudantes (se excluirmos os restantes que não se encontram na via de acesso) parece-me razoável, seguindo a lógica da “teoria das vagas” replicada na escola. Mas continua por responder a minha questão inicial:
Até que ponto o regresso destes alunos à escola contribuiu para a alavancagem económica do país, sabendo que há todo um tecido empresarial para reativar?
Não tem qualquer significado económico. As razões são de outra natureza: A primeira é de natureza simbólica, motivacional. Costa precisa de alimentar, manter acesa, a esperança dos confinados e a abertura, pelo menos parcial, das escolas fará crer que a normalidade está a chegar. A segunda razão é de natureza política, no sentido mais restrito do termo. O governo precisa de agradar aos jornalistas e opinadores avençados. Costa julga que não irá defraudar as expectativas de toda uma classe média alta que vê o ensino secundário reduzido a um corredor de acesso ao ensino superior.
Veremos o peso dos “influencers” ainda com filhos no ensino secundário. É que o álcool no rabo dos outros é refresco!

Miguel Pinto

11 COMMENTS

  1. Já se viu que a escola é a coluna dorsal. Sem escola a economia pára. Mas os transportes públicos cheios de gente a respirar por cima uns dos outros? Espero que os pais tenham juízo.

  2. Acho que a DGS tem uma palavra a dizer e creio que terá o bom senso, bem como todos os profissionais de saúde a ouvir, de não pôr os alunos do secundário e os seus professores, alguns já no grupo de risco, na linha da frente de um regresso à «normalidade».

    • Se dependesse da DGS todas as escolas ainda estariam abertas, lembram-se quem quem ordenou e contrariou a DGS foi o Governo, 1 dia após as Sra Senil dizer que não era necessário o fecho, pois esta doença afectava os velhinhos, a mesma que dizia que esta doença não se chegaria a Portugal e a mesma não se transmitiria entre humanos.

  3. Olá,

    A questão que se coloca, é se para o ano consegues incluir os alunos deste ano que não concorreram, mais os que para o ano concorrem e com legitimas expectativas de entrar no único “elevador social”, ao alcance de cada vez maior número de pessoas que é o Ensino Superior, ou se, estás disposto a perder e a frustrar um elevado número de estudantes e famílias que todos os anos se candidata e que entra no ES. Ou, qual é a outra solução, que vamos encontrar? Não estarão a pensar que existe espaço para todos entrarem no mesmo ano? ou estão? é que é impossível. Penso também com mais salas de exame a funcionar ao mesmo tempo, entradas e saídas desencontradas entre outras medidas podem ser uma solução viável, tanto mais, que os agrupamentos têm espaço neste momento para dispersar e muito a população escolar por diversas escolas e espaços, que evitem o contágio.

  4. Confesso que, a manter-se a situação de pandemia, não se entende esta obsessão compulsiva nos exames como se fosse uma questão inadiável e imprescindível.

  5. Se os alunos do secundário forem obrigados ia irem para a escola a 4 de Maio, é sinal que o perigo de contagio do Covid 19, está completamente ultrapassado. Assim sendo, os outros níveis de ensino também poderão ir. ABRAM-SE AS ESCOLAS TODAS AO MESMO TEMPO.Vamos avaliando a situação…
    Os alunos do secundário vão para as escola , se os seus Encarregados de Educação o permitirem.
    Os exames serão assim tão importantes? O Ministério da Educação tem é que estudar novas formas de os alunos concorrerem às faculdades. Relativamente aos alunos do 10º e 11º anos, qual o problema de nao realizarem exames, conseguem explicar-me???????

    • O problema que eu vejo, é que não havendo outra forma de concorrer, pode acontecer que quem tenha tido melhores notas na avaliação contínua, entra com mais facilidade podendo não ser o melhor entre os melhores, e como não entram todos é melhor que exista um critério comum que vá aferir a igualdade entre os sujeitos (estou a pensar em instituições que inflacionam notas de avaliação contínua) assim teríamos maior iniquidade no sistema. Pensar em formas, de levar as pessoas par o ES exige que se pense no problema da sua aplicação prática. Em alternativa proponho um ano 0.

  6. Boa tarde,

    esta é a primeira vez que comento neste blogue e em qualquer outro, e por uma razão muito simples, todos temos a nossa razão e o nosso “ponto de vista”, para não falar nos interesses e naquilo que nos afecta pessoalmente.

    Por isso, começo por deixar claro qual os “meus interesses pessoais e profissionais”:
    * sou professor apenas do Ensino Secundário (10º e 12ºano) de uma escola pública;
    * sou pai de uma aluna do 11ºano e de uma aluna do 9ºano, de escolas públicas;
    * tenho alunos empenhados, dedicados, e que lutam com honestidade e sacrifício por uma vida académica de sucesso e consequentemente um futuro profissional melhor;
    * vários desses alunos têm escalão de ASE.

    E outro ponto que queria deixar claro, para futuras criticas/comentários, não pretendo dizer mal de ninguém nem entrar em ataques pessoais, apenas exercer o meu dever de opinião e participação ativa!

    Posto isto, não posso deixar de DISCORDAR com as ideias reinantes nas redes sociais que de uma forma genérica defendem:
    * não realizar-se o 3ºperíodo e atribuir classificações do 2º período!
    * não realizar-se Exames Nacionais do Ensino Secundário (já quanto a todos os outros de Ensino Básico não percebo porque não foram já anulados)!
    * adiar ou não se realizar ou pior ainda, alterar-se as regras, do Acesso ao Ensino Superior!

    Não é uma questão de vida ou de morte, não, não é?

    Mas, também não vejo razão para que não possa, TOMANDO TODAS AS MEDIDAS NECESSÁRIAS (quer de saúde publica, quer de equidade de oportunidades, quer de preparação de professores, quer ajustes aos calendários e até, se necessário, aos conteúdos a abordar nos exames), existir uma ANORMALIDADE O MAIS PRÓXIMA DA NORMALIDADE!!!

    Estamos em “estado de emergência”, mas isso não retira a procura por, repito, EM SEGURANÇA, respeitar-se quem trabalhou e se empenhou nas nossas escolas e muito luta, com sacrifícios e muitas vezes sendo esta a única forma de poderem inverter as desigualdades sociais existentes (por muito que seja verdade que a escola amplie em muitos casos essas desigualdades – as explicações, os computadores e acessos a meios de informação, os manuais e livros preparação para exame, o ambiente familiar – também é verdade que muito de nós foi pela escola que conseguiu alterar para melhor a sua condição relativamente aos seus pais, e isso também acontece em muitos dos nossos alunos).

    Por isso, DISCORDO ….

    Deve existir 3º período, da melhor forma possível, parte por aprendizagem remota e autónoma e se possível, parte, nem que seja um mês, por aprendizagem presencial. Existe forma de garantir toda a segurança, e claro que haverão risco, mas podem ser reduzidos, muito reduzidos!!!

    Deve existir avaliações no 3º período, claro que que já temos elementos suficientes, mas podemos acrescentar mais alguns elementos e sermos justos e sérios, quer na aprendizagem quer na avaliação.

    Devem existir Exames Nacionais de Ensino Secundário, com ajuste de calendário, com certeza que sim, mas preferencialmente antes de quaisquer férias escolares, nem que ela se adiem para meados de agosto e início de setembro!

    NÃO SE DEVEM ALTERAR AS REGRAS DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR, nós que sempre nos queixamos de mudarem as regras a meio do jogo, agora querem mudar no fim do jogo!!! Para mim, isto é inadmissível!!! É injusto, é imoral! Pode se adiar, sim pode, embora se deva adiar para uma data o mais breve possível, mas alterar regras!!!!

    Desculpem, sei que maior partes dos participantes neste blogue e noutros não pensam assim, e sei que têm usados muitos e muitos argumentos, e até exemplos de outros países que na realidade têm já por si regras diferentes das nossas habituais e por isso o que se diz fica por esclarecer o que se muda e como se muda e em que condições se muda!!!

    Antecipadamente peço desculpa, é só a minha opinião e que vejo ser a de muito poucos!

    Eduardo Cunha

  7. Caro Eduardo, deve ter vivido muito pouco para achar que os exames e as regras nao podem ser mudadas ao longo do jogo.

    Caro Eduardo, primeiro está a vida.

    Caro Eduardo, Portugal não é mais rigoroso e inteleginte que os outros paises europeus e nao so. Se verificar as regras ja estao a ser mudadas em muitos, espanha, italia, uk, frança, etc.

    Caro Eduardo… relax.

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