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Devemos Semear A Educação Como Semeamos Na Agricultura

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Não sou contra um modelo de ensino que pretenda dar autonomia e flexibilidade às escolas e aos professores. Por isso partilho o vídeo que se segue do Sir Ken Robinson, no prestigiado espaço TED.

Dar liberdade aos professores deve ser um ato de confiança e naturalmente de profunda responsabilidade para estes. Porém, a reforma vigente surgiu totalmente desconectada das condições de trabalho daqueles que são a chave para a sua implementação. Quiseram semear algo ignorando a terra que pisavam: uma terra seca, sem nutrientes, incapaz de fazer crescer o princípio elementar de que todos os alunos são diferentes e de que todos precisam de tempo para florescer.

Começaram pelo fim, querendo colher frutos de uma planta que não estava preparada e à qual despejaram inseticidas burocráticos e adubos de crescimento rápido para que a aparência fosse tudo. Mas na realidade, o sabor e a qualidade do produto provaram que só o “agricultor” professor é que sabe o que a “planta” realmente precisa…

 

 

1 COMMENT

  1. Vídeo muito interessante e pertinente, mas que, por mais que tente, não consigo ver como a atual reforma poderá favorecer o modelo educativo defendido.

    A organização da vida escolar (para professores e alunos) é inimiga de uma educação centrada na atenção e no cuidado; a desconfiança relativamente aos professores pode ser avaliada pelo volume de papelada que é necessário preencher para justificar, muitas vezes, o injustificável; o básico é uma camisa de forças para muitas crianças, que não têm possibilidade de desenvolver as suas capacidades por se pressupor que todos podem/têm de chegar aos mesmos objetivos (leia-se, preferencialmente, universidade); os projetos nem sempre concorrem para fins de médio e longo prazo; as estruturas de apoio são inexistentes ou muito pobres pelo que se responsabiliza excessivamente os professores…

    Que é preciso inovar, não tenho dúvidas, sempre o foi, mas o dirigismo é, hoje mais do que nunca, sufocante. As instruções, muitas absurdas, são mais do que muitas, as reuniões numerosas e frequentemente pouco produtivas, o ócio criativo é visto como uma ameaça à “produtividade”, as crianças cumprem agendas carregadas…
    Os professores não têm tempo para estudar e criar, mesmo os mais empenhados e que gostam muito de ensinar…
    A reforma da flexibilidade parece ser muito inflexível!

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