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Devem Os Detentores De Cargos De Direção Ter Uma Carreira Autónoma, Distinta Da Dos Outros Professores?

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Os diretores são professores, mas não dão aulas. Muitos são gestores a tempo inteiro há mais de uma década. Justifica-se que tenham a mesma carreira dos professores? Devem estes estar sujeitos a cotas que incluem outros membros escolares com funções distintas? E os restantes membros da direção?

Os resultados serão apresentados daqui a uns dias com o comentário exclusivo de Santana Castilho.

Votem e partilhem. 😉

Devem os detentores de cargos de direção ter uma carreira autónoma, distinta da dos outros professores?

  • Não. (66%, 711 Votes)
  • Sim, mas apenas o diretor. (13%, 140 Votes)
  • Sim, todos os membros da direção. (11%, 122 Votes)
  • Não tenho opinião. (10%, 104 Votes)

Total Voters: 1.077

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4 COMENTÁRIOS

  1. O cargo de diretor de uma escola deveria ser encarado com mais seriedade e rigor do que o cargo de diretor de um Banco ou de uma empresa pública, de tal modo é importante o lugar onde se gera o capital humano de um país. O problema é que ninguém com o perfil adequado quer ser diretor, dada a complexidade, o teor burocrático e a exigência do cargo. Assim, apenas revelam apetência por este cargo, indivíduos motivados por razões menos nobres, como por exemplo: exercer poder arbitrário sobre outros indivíduos. Estes pequenos napoleões, reproduzem a cultura dos pequenos patrões iletrados, imaginando-se proprietários de pequenas empresas e gerindo as escolas com a mesma arbitrariedade e pequenez de espírito. Não é invulgar ouvir-se na boca destes indivíduos expressões como: “dar horas à casa” ou “temos horas para chegar mas não temos horas para sair”. É portanto difícil responder a esta pergunta, pois formalmente sim, deveria ser uma carreira separada, desde que recrutados a partir de um quadro de excelência muito seletivo, mais seletivo do que para empresas estratégicas do setor público. Mas como o nível cultural e intelectual dos nossos políticos não lhes permite compreender que a escola é aquilo que separa a barbárie da civilização e como se comportam em relação à escola de forma tão trivial que parecem pensar que tudo funciona em piloto automático, considero perigoso, entregar as escolas nas mãos de pessoas que se considerem de uma outra natureza e acima do comum dos mortais, pelo seu espaço de ação e pelo seu escalão económico e social, com um poder mais discricionário e menos escrutinado do que o do Presidente da República que é eleito pela grande maioria dos portugueses. Mas a Europa sente atração pelo abismo, como várias vezes nos demonstrou a História.

  2. É inacreditável o distanciamento gerado entre quem dirige uma escola e a realidade de uma sala de aula. Só assim se compreendem as perceções tão distintas, entre professores e direções, sobre a realidade da escola, assim como a aceitação de uma burocracia absurda, para não dizer demente, e as fantasias propostas em muitas ações de formação (????).

    Arrisco-me a dizer que a escola já esteve mais próxima da comunidade escolar do que hoje. Uma das vantagens do anterior modelo de gestão era exatamente o facto de o Presidente lecionar uma turma e a estrutura ser muito mais simples e próxima!

  3. Neste momento a maioria dos Diretores já está distante da carreira docente. Com isso tudo se degrada na escola. A falta de democracia nas decisões da escola é gritante.

    Existir essa distinção de carreira de forma formal irá provocar ainda mais caos nas escolas.
    Só não vê quem não lá anda.

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