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Desnorte No ME E Desaparecimento Dos Sindicatos.

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Neste final de ano letivo assistimos a um desnorte no ME substanciado nos seguintes fatores:

  1. As normas da DGS não se aplicam nas salas de aula, os alunos podem ficar a um metro no próximo ano letivo – comentário: a educação é um mundo diferente com interpretação livre das regras. Passa-se o sinal que os jovens são especiais e depois admiramo-nos das suas concentrações e festas;
  2. As matrículas foram uma tremenda confusão, mostrando o não investimento na digitalização – comentário: o ensino à distância só foi possível com os meios privados dos professores, ao arrepio das normas sobre o teletrabalho, como nos lembra o Luís Braga;
  3. O desnorte com os manuais, com esperança que o grupo parlamentar do PS resolvesse o assunto, criou problemas às escolas para a devolução dos mesmos – comentário: não há antecipação de problemas;

Em simultâneo com o desnorte do ME temos os sindicatos anestesiados sem capacidade de aparecerem e muito menos de mobilização, mesmo os que foram nos últimos tempos uma pedrada no charco, como o STOP. Comentário: ainda estamos na ressaca da derrota da recuperação do tempo de serviço dos professores!

Salva-se neste contexto a proposta de requerimento do Luís Braga, em https://www.comregras.com/requerimento-para-o-cumprimento-da-lei-do-teletrabalho-e-o-pagamento-das-despesas-inerentes/.  Esta iniciativa vem mostrar que se os sindicatos quiserem fazer uma intervenção em defesa dos professores há várias iniciativas possíveis e matérias abundantes, se não o fazem é por falta de vontade política.

Concluindo, o ME está desnorteado e os sindicatos ausentes, deixando os professores à sua sorte.

Rui Ferreira

5 COMMENTS

  1. O autor do artigo é injusto porque o S.TO.P. foi precisamente o ÚNICO sindicato a insurgir-se contra esta questão e a disponibilizar, o mês passado, uma minuta para os professores solicitarem o cumprimento desta mesma legislação. Logo em abril levantamos a 1ª vez esta questão ao M.E. Além de que quando o S.TO.P. consegue “aparecer” os principais Media (e mesmo assim nem sempre nos dão essa oportunidade) é porque está a dirigir lutas que os Profissionais de Educação decidiram e estão minimamente mobilizados nesse sentido (ex: greve às avaliações de 2018 e greve de outubro a dezembro de 2019). Ou seja, o S.TO.P. não tem a logística dos outros sindicatos com décadas de existência e a força do S.TO.P. é diretamente proporcional ao grau de mobilização da nossa classe (o que infelizmente neste momento não parece estar mobilizada). Mas como sempre, quando a nossa classe demonstrar que está minimamente mobilizada para uma forma de luta, o S.TO.P. fará novamente O QUE AINDA NÃO FOI FEITO contra as injustiças doa a quem doer – não temos agendas secretas/partidárias e apenas o que os Profissionais da Educação decidirem de uma forma minimamente representativa.

  2. E para quando uma greve a começar no início do ano letivo para forçar ao desdobramento de turmas e pela colocação de acrílico entre mesas?

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