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Desadequação de formas de fiscalizar o trânsito

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Torna-se menos fácil entender – por muita vontade que se queira ter – quais os critérios que presidem à actuação das nossas diversas polícias, quando aplicam multas de trânsito e quando as não aplicam.

carro mal paradoTemos no Porto, mas também em Matosinhos, em Vila do Conde, e se calhar na capital,  em “Avenidas e Ruas” de grande circulação a qualquer hora do dia, veículos “estacionados” em 2ª fila, em cima de curvas, nas passadeiras. Só não sabe quem não quer saber! Só não vê quem anda distraído!

Locais, não só proibidos – não é “feio”, se em prole de todos, se tiver que proibir alguns inadequados comportamentos, até é democrático e civilizado – como incomodando tudo e todos, e até fazendo “também” transgredir, quem normalmente quer circular.

Não poucas vezes passam viaturas das polícias, por certo a ter que noutros assuntos actuar, e nada acontece. E tudo, impunemente se repete! E melhor quando deixam os 4 piscas ligados e vão ao banco, ao café, às compras…

E, se em locais de menos movimento, onde estão colocados uns sinais de reserva de paragem, não em segunda fila, que se presume ser só para um lugar e depois são para a fila inteira, e por não ser entendível o que está “ali” sinalizado, aí se estacionar não devirá vir mal ao mundo.

Mas, vem multa, aí, lá aparece a polícia, um reboque amarelo e uma parafernália de sinais. Ponto. Lindo, todos a bem actuar! Parece um País civilizado! Onde só ali, se fazem transgressões.

E a viatura não estava a “incomodar”, mas, as outras em 2ª fila, em cima de curvas, debaixo de sinais de proibido “parar”, em cima de passadeira, incomodam muito. E, e lá estão! Sempre!

E mais grave, até por já estar a originar excessivos acidentes, a não paragem no semáforo vermelho. E ainda mais acidentes não têm provocado, dado a condutora que está no sinal que ficou verde não ter arrancado, por estar ao telemóvel ou no smartphone a actualizar-se, ao segundo, distraída na condução. Andamos todos tão distraídos na condução e não arrancamos ao verde, e não paramos ao vermelho, mas “isto” visto por todos, e seguido por demasiados, quase de normal se tornou, dado que quando se pára ao vermelho, de trás buzinam-nos!

E toda a gente visivelmente a falar ao telemóvel a conduzir? Mentira?

A pé se vê, quanto mais se ao lado se vai a conduzir, sem ir ao telemóvel. Isto não é grave? Parece que não!

Não se quer uma filosofia de todos multar! Não. Mas com certeza que multar onde menos incomoda e não o contrário, parece – mas deve ser erro de análise- mais ser a “caça” à multa, que a vontade de a autoridade se mostrar ter autoridade e querer fazer-se respeitar.

Em tantos casos a fiscalização, o controle e a multa, poderia ser feito a pé – isto por parecer que há falta de viaturas onde devem haver, que não nos ministros, mas nos polícias – com um terminal de computador ou até papel e lápis, na mão, tanta é a transgressão visível à distancia sempre nos mesmíssimos locais e a incomodar!

Transgressão a sério!

Todos teremos que mudar de mentalidade e atitude, todos temos que saber o outro respeitar para querermos ser respeitados, e as autoridades para o serem de facto têm que sempre o querer ser.

Augusto Küttner de Magalhães

 

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