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Desabafos de Diretores e Presidentes de Conselhos Gerais

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No final do inquérito A Palavra ao Diretor/Presidente do Conselho Geral que ontem foi publicado, havia a hipótese dos inquiridos destacarem outros assuntos. Foram várias as respostas que recebi em que algumas delas foram desabafos bem interessantes…

O Conselho Geral quando exerce as suas verdadeiras funções é muito inconveniente.


Só respondi à pergunta anterior por ser obrigatória. Não me identifico com nenhuma das alternativas de resposta. A questão da valorização do meu trabalho não se coloca. Devo cumprir na plenitude as competências confiadas sem esperar reconhecimento.


O maior impedimento ao avanço da escola pública em Portugal é a promiscuidade entre os sindicatos e o ministério e o corporativismo típico do sindicalismo em Portugal.


Revisão dos currículos; condições de trabalho do 1º ciclo; autonomia na implementação do novo despacho de organização do ano letivo…


Necessidades formativas do pessoal docente no âmbito de novas metodologias de ensino, necessidade de equipamentos tecnológicos, necessidade de formação para pais e encarregados de educação


Papel/poderes da autarquia nas escolas


A reorganização física dos espaços escolares e respetivos ciclos de estudos. Criar unidades de Escola Primária( Pré e até ao 6º ano de escolaridade) e Escola Secundária( do 7º ao 12º ano de escolaridade).

Nota: na questão: “O Diretor deve ser eleito por/pelo: … deve ser acrescentado um outro parâmetro: Concorda com a Carreira de Diretor? SIM / NÃO


Mais do que contratarmos em total autonomia é importante que as escolas possam ter mecanismos que permitam que os docentes que apenas fazem por deixar passar os dias deixem de fazer parte dos seus quadros. O mérito dos docentes dedicados à escola não é minimamente reconhecido pela tutela. O congelamento das carreiras contribui para o acentuar da desmotivação dos docentes.


Acho que deveria ser criada a carreira de diretor, paralela e permutável com a de professor.


A organização curricular existente não está adequada aos “tempos/realidade” atuais. É fundamental rever todo o sistema. Cada vez mais os alunos se “afastam” da escola e das aprendizagens, pois estas dizem-lhe muito pouco quando comparadas com os “desafios da vida/exterior”. No caso da nossa escola, esta é mais vista como um agente de socialização do que como um agente de formação/ensino, pois grande parte dos alunos gostam de estar com os amigos, mas não gostam das aulas e de cumprir as normas.


Trabalho Colaborativo; Gestão de sala de aula; Gestão de Conflitos (Professor/Professor; Escola/Família)


O total desrespeito da IGEC e dos respetivos inspetores pelos Conselhos Gerais, que são quem tomam as opções da escola em termos de politica educativa (decreto-lei 137/2012)


As parcerias com a Câmara / Candidaturas a projetos.


O modelo de contratação de professores tem de ter em conta o desempenho, pois continuamos com docentes muito empenhados e outros que não, não havendo forma reconhecimento; A escola tem de ter autonomia para optar por modelos de ensino ajustados a cada realidade.


O excesso de trabalho inerente a um mega agrupamento e uma equipa de adjuntos e assessorias insuficiente para esse trabalho diário.


A falta de autonomia dos órgãos de gestão e direção inviabiliza a aplicação de medidas (soluções) para superação de problemas que a própria escola reconhece e identifica. Ex: criação de turma especial para iniciação de língua inglesa a alunos provenientes dos PALOP; criação de turma de PLNM, com o número de alunos que a escola tiver (mesmo que não corresponda ao exigido na lei). A estes alunos que não frequentam PLNM é-lhe vedado o direito (legal) de serem avaliados em exame nacional de PLNM, sendo obrigados ao exame de Português. Criação de um currículo específico (ano zero) para integração (na escola, no país e na sociedade) dos alunos estrangeiros; A exigência de bons resultados académicos aos alunos (e professores) das escolas degradadas e mal equipadas que se encontram em situação de desvantagem pedagógica e didática face às escolas já requalificadas e com todas as condições de proporcionarem aos seus alunos um ensino centrado nas novas tecnologias de informação e comunicação. Também haveria muito a dizer relativamente aos currículos e programas que, apesar de renovados (?) (designadamente Português e Matemática) se encontrarem a anos luz dos interesses dos alunos do século XXI. Estão demasiado sobrecarregados de conteúdos e carga letiva e dificultando a vida aos alunos que necessitam de apoios mais individualizados. Continuamos a fazer omeletes sem ovos. Ficará para um próximo inquérito que queira fazer!

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