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Depois do Natal

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IMG_2111Passado que foi o Natal, vale a pena olhar um pouco para trás e tentar listar algumas questões sem obedecer à importância. Deixo que cada leitor tome para si e defenda a classificação que entender. Limitar-me-ei a esboçar o que julgo ser um bom motivo para que outros, com mais capacidade refletiva o façam. É verdade que os últimos textos têm sido dedicados, e bem, cumprem os objetivos, à educação. Houve diversidade de opiniões, discussões muito interessantes acerca de temas que estiveram em foco após a tomada de posse da nova equipa do ME, mas começo a sentir a necessidade de regressar a assuntos menos específicos. Evidentemente sem defender a suspensão do que vem sendo excelentemente realizado e escrito.

Dito isto, vamos às questões:
  • Tem sentido continuarmos a “prendar” as crianças, com presentes merecidos, valiosos ( leia-se de custos elevados) na época natalícia?
  • Para além da cedência ao consumismo existem outras razões que justifiquem ofertas às crianças? Por exemplo um resultado bom num teste ?
  • É defensável um presente como forma de estimulação? Por exemplo à prática do exercício físico, à sua colaboração em pequenas tarefas, ao estudo?
  • A quem compete falar primeiro à criança em sentimentos para além das relações afetivas intra familiares tais como a tristeza, a dor por morte de um ente querido?
  • E como enquadrar essa abordagem nas informações dadas nas Escolas se por regra o “escolar” não se abre muito , mesmo nas famílias onde o diálogo pais/filhos é fácil?
  • Se pais/mães por razões profissionais ou outras, não tiverem possibilidade de dar apoio ao estudo dos seus filhos o que será mais aconselhável: obter a intervenção de uma sala de estudo vigiada, teoricamente mais capacitada para as matérias curriculares ou recurso a familiares dispostos a dar esse apoio de modo particular, adaptado a cada criança, em ambiente tranquilo?
Parecerá a alguns que são temas “comezinhos”, de fácil resposta. Por mim, e por variadas razões, não consigo dar uma opinião que considere universal, única. Talvez por formação, vejo cada criança uma realidade diferente que requer atitudes diferentes. Infelizmente assiste-se da parte de pais a respostas “racionalistas”, pragmáticas, “verdades livrescas” únicas… Serão para muitos deles tudo isso, para as crianças são seguramente assuntos que raramente tem em conta a sua felicidade.
Maria de Lurdes Chieira – Pediatra
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