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David Rodrigues | Estamos mesmo a falar de Liberdade na Educação?

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Excelente este artigo de David Rodrigues ao jornal Público e que explica muito bem a questão da Liberdade na Educação e que tem sido utilizada como estandarte pelas escolas com Contrato de Associação.

Estamos mesmo a falar de Liberdade na Educação?

A verdadeira questão é de que forma a escola promove pela sua prática, pelos seus valores, pelas experiências e conhecimentos que proporciona aos seus alunos uma efetiva Liberdade face à ignorância e face à capacidade de transformação e emancipação dos seus alunos. Talvez não haja muitas dúvidas que deve existir – e, na verdade, sempre existiu – espaço para que as famílias que querem dar outro rumo à educação que lhes é oferecida pelo sistema público, possam optar por uma educação diferente. Uma outra questão é considerar que o Estado deve “discordar de si próprio” quando, tendo criado as melhores condições possíveis para proporcionar uma educação de Liberdade, se disponha a sustentar um sistema paralelo. Ressalvam-se obviamente os casos em que o Estado assuma a insuficiência da sua cobertura da rede educativa desde que a iniciativa privada assegure os valores constitucionais como a laicidade e a igualdade dos alunos perante a lei. Mas… talvez haja nesta equação outros interesses que não são exatamente os da “Liberdade na Educação”.

No entanto começam a surgir alguns sinais de tentativa de apaziguamento dos colégios privados. Esta é daquelas matérias onde ficar a meio-termo não agradará nem a gregos nem a troianos. António Costa que é bastante hábil em mediações e consensos não sei se terá grande sucesso se optar por esse caminho. A ver vamos…

Governo garante que o número de turmas financiadas até vai crescer

O volte-face foi protagonizado pelo próprio primeiro-ministro, que nesta sexta-feira deve voltar a responder sobre o assunto no debate quinzenal no Parlamento. Disse António Costa que, como o Governo garante o cumprimento dos contratos em vigor, “para o ano até vai haver mais turmas apoiadas”. O primeiro-ministro disse isto em declarações à SIC depois da entrevista de quarta-feira e deu como explicação o facto de ter havido um alargamento, com os acordos assinados em 2015, “do número de crianças nos contratos de associação no 7.º ano”. “Isto vai obrigar a alargar o número de turmas no 8.º”, frisou.

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