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Dar palmadas ao seu filho ajuda a educá-lo?

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Lei-da-PalmadaA resposta é um claro não. Nunca fui apologista da palmada como meio educativo mas não sou fundamentalista quanto à questão. Cada caso é um caso e por vezes somos demasiado rápidos em julgamentos precoces.

A questão está na definição do bater. Até que ponto uma palmada leve numa fralda ou numa mão pode ser encarada como bater? É ou não mais violento chamar estúpido, burro, deficiente, besta, palerma do que um toque no momento certo. É de mero bom senso utilizar o diálogo, a parentalidade positiva como agora se chama, em vez do negativismo de uma palmada. Mas se tudo falhar? Se estivermos perante uma criança frustrada pelo não parental e que entre outras coisas começa a bater-nos de forma incessante ou a dar pontapés às paredes e portas do quarto como represálias do castigo. Não será legítimo, em situação limite, um aperto no braço ou uma pressão no ombro?

Não se deve educar uma criança pela força. Pais e já agora também professores, precisam de ter a capacidade de mostrar a sua maturidade civilizacional e não ceder ao caminho “fácil” do “eu sou forte, tu és fraco, eu mando, tu fazes.” Mas existem exceções, existem sempre exceções e em momentos excecionais respostas excecionais.

Cada pai/mãe deve conhecer os seus limites e seus filhos precisam de assimilá-los quanto antes.

Um estudo  realizado e que é a causa deste artigo,  comprova que crianças crescidas em meios violentos têm tendência a tornarem-se também elas violentas.

Mas no outro extremo temos uma sociedade em que o simples “não” é visto com maus olhos e os pais tornaram-se mais amigos do que propriamente pais.

Inevitavelmente estes pequenos ditadores chegam à escola, carentes de um “não”, de um castigo, ou até mesmo de uma palmada no momento certo. Sobra ao professor tornar-se pai e mãe, cumprindo com seus deveres mas sem margem para usufruir de todas as “liberdades”  parentais.

Fica a noticia

Educação. Dar palmadas ao filho ajuda a educá-lo?

Um estudo realizado por investigadores da Universidade do Texas e do Michigan mostra que as crianças que sofrem castigos físicos são mais propensas a desafiar os pais, ter um comportamento antissocial, a ser mais agressivas, a ter dificuldades cognitivas e a desenvolver problemas de saúde mental.

“Descobrimos que a palmada foi associada a resultados negativos não intencionais. Não foi associada a obediência imediata nem de longo prazo”, explica a principal autora do estudo.

A investigação, publicada na revista Journal of Family Psychology, teve como base a revisão de estudos desenvolvidos ao longo dos últimos 50 anos, que envolveram mais de 160 mil crianças.

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