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Dados sobre covid-19 nas escolas sem actualização há 18 dias

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Desde 23 de Novembro que a Direcção-Geral de Saúde (DGS) não actualiza os dados sobre os números de surtos de covid-19 em contexto escolar. Aquele organismo tinha-se comprometido a divulgar esta informação semanalmente, mas não o tem feito numa altura em que as habituais conferências de imprensa de balanço também têm estado suspensas. O Ministério da Saúde informou que esta sexta-feira Marta Temido actualizará os dados sobre a evolução da pandemia numa conferência.

O PÚBLICO pediu à DGS estes dados actualizados, ao longo dos últimos dias, mas não conseguiu obter uma resposta. O número oficial mais recente tem, por isso, 18 dias. Na altura eram 94 os surtos activos em contexto escolar. Considera-se um surto sempre que há duas ou mais infecções dentro de um estabelecimento educativo.

Os dados oficiais englobam creches, escolas e instituições de ensino superior, tanto da rede pública como dos privados. Uma semana antes do último balanço, havia 68 surtos activos, 70% dos quais da região de Lisboa e Vale do Tejo. Antes disso, a DGS também tinha estado três semanas sem actualizar os dados – o número anterior era de 23 de Outubro e apontava para 63 surtos.

A DGS comprometeu-se a divulgar semanalmente a informação relativa ao número de casos de covid-19 em contexto escolar, depois de o Presidente da República ter dito, na primeira das reuniões com peritos realizada na segunda vaga da pandemia, que queria saber mais sobre o risco que existe nos estabelecimentos de ensino.

A informação foi actualizada no dia seguinte a essa reunião e, novamente, na conferência de imprensa da DGS da semana posterior. E não mais voltou a haver um balanço. O encontro da directora-geral da Saúde, Graça Freitas, com os jornalistas realiza-se habitualmente às segundas-feiras, que foram de “ponte” nas duas últimas semanas. O surto de covid-19 na cúpula daquele organismo também interferiu no calendário de divulgação da informação.

O Ministério da Educação também lançou, no início do mês passado, uma nova plataforma informática em que os directores de cada agrupamento devem dar conta da evolução da pandemia nas respectivas comunidades escolares. O novo sistema veio substituir o e-mail, que estava a ser usado desde o início do ano lectivo como forma de comunicação destes indicadores aos delegados regionais de Educação.

A informação colocada na plataforma é a mesma que já antes era divulgada por email. Isto é, os directores das escolas têm que indicar sempre que existe um caso positivo na comunidade escolar, seja entre alunos, professores ou funcionários, independentemente do local de contágio.

O PÚBLICO também tentou sem sucesso conseguir junto da tutela os dados sobre infecções ocorridas entre alunos, professores e funcionários e também o número de turmas que já estiveram em isolamento profiláctico desde o início do ano lectivo.

Fonte: Público

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