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Critérios De Avaliação Para O 3º Período – Agrupamento De Escolas Cego Do Maio

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O blog DeAr Lindo partilhou os critérios de avaliação do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, agrupamento que é dirigido pelo Arlindo Ferreira, autor do respetivo blogue.

Ainda recentemente abordei os problemas da avaliação do 3º período/2º semestre, colocando o critérios de avaliação no centro da questão.

Já Incluiram Os Pais, O Ambiente Familiar E O Material Informático Nos Critérios De Avaliação?

O Arlindo refere e bem que não são tempos de ligar o complicómetro, “recado” que provavelmente será para dentro, mas que pode aplicar-se a qualquer escola. Efetivamente as escolas têm de tomar uma decisão e qualquer critério não é perfeito. Acredito que mais vale deixar tudo de forma clara do que sujeitar à subjetividade, algo que já é tão subjetivo como a avaliação.

Na minha escola, o Conselho Pedagógico optou por algo tão simples quanto isto:

  • Nenhum aluno pode ser prejudicado em relação ao nível do 2.º período;
  • Todos os alunos podem subir de nível caso cumpram pelo menos 75% das tarefas, com qualidade.

Porém, não concordo totalmente com os critérios estabelecidos, mas estes critérios seguramente que correspondem à realidade da escola e os seus membros saberão melhor do que ninguém aquilo que mais se ajusta à sua realidade. Falemos por isso em abstrato e não da escola em questão.

Um elevador tanto pode subir como descer, não tem apenas um sentido. Se um Conselho de turma é capaz de perceber se um aluno trabalhou o suficiente para subir de nível, também é capaz de perceber se um aluno não esteve à altura da sua classificação e consequentemente baixar de nível.

Se queremos colocar redes de segurança tendo em conta circunstâncias excecionais, essas devem servir os dois lados e não apenas um.

Como sabemos, o ensino à distância não garante os apoios e as autorias da realização dos trabalhos, dependendo e muito do apoio parental e das condições de trabalho. Defendo por isso, que neste ano letivo, as classificações finais devem ser as do 2º período, pois este ano cumpre com os requisitos de 2/3 da verdadeira escola. No caso de alunos em situação de retenção e se este cumprirem com os mínimos exigidos ao longo deste 3º período e compreendendo-se a exceção do momento, estes devem transitar.

Surge assim a primeira pista pública de como poderão ser os critérios de avaliação das escolas nesta fase do ano e até no próximo. E aí sim, o desafio será enorme para encontrar um equilíbrio entre um processo avaliativo equitativo, que respeite a diferença dos alunos e inclua também as condições familiares, o esforço, a autenticidade e a progressão do aluno.

Carreguem no link para acederem à respetiva grelha.

Sobre a Avaliação do 3.º Período

 

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