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O critério de avaliação mais comum e que não existe…

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comparaçãoÉ algo tão banal que o fazemos constantemente, falo da comparação entre alunos. A comparação é a essência da nossa sociedade e usamo-la todos os dias, seja na roupa, nos carros, nas casas, nos telemóveis, na alimentação, na cara-metade, etc, etc, etc…

Inevitavelmente aplicamos esse principio nos nossos alunos e suas avaliações. Não é caso virgem um aluno ter uma nota mais baixa pois está numa turma de elite, como o contrário também acontece.

Mas até que ponto é que isso é legítimo? E estou a colocar de parte a legislação que de momento nem sei ao certo se faz alguma referência ao assunto. Cada individuo, cada aluno, tem características únicas que o distingue dos demais, seja a sua personalidade, a sua inteligência ou o seu background familiar. Cada impressão digital é exclusiva e irrepetível.

Nos conselhos de turma de avaliação, no momento em que se decide quem transita e não transita, há sempre alguém que estabelece comparações com outro aluno, até mesmo de outra turma. A uniformidade de critério é uma virtude no processo avaliativo, mas é também um castigo que atormenta professores.

A primeira reunião, quer ela queira quer não, vai sempre marcar a bitola desse ano letivo, se existirem alunos com 4 negativas que transitam, outros irão transitar, se existirem alunos com 4 negativas que não transitam, outros ficarão retidos.

O conselho de turma é um local, ou deveria ser, inviolável. Tudo o que se passa lá dentro é sigiloso e cada conselho de turma que começa devia ser um jogo novo, sem cartas na mesa, mas a partir do momento que existem professores que saltitam entre conselhos de turma do mesmo ano, a comparação é inevitável e até é inconsciente.

Eu próprio sinto isso, não sou diferente dos outros, e apesar de achar incorreto ainda não consegui ficar imune à comparação, pois esta é, e será sempre um critério argumentativo.

Uma coisa tenho a certeza, não são só os alunos que são afetados pelo meio envolvente, os professores também o são. Os colegas, os alunos, os diretores, os pais (embora menos) e as médias, ui as médias… afetam as nossas decisões, não deviam, mas afetam. É por isso que avaliar é a tarefa mais difícil do professor e todos nós sem exceção já fomos culpados e vítimas dela, cabe a um coletivo (conselho de turma) ser o mais justo possível e ter a capacidade de ouvir, refletir e decidir o que é melhor para o aluno, sempre para o aluno.

 

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