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Crise Dos Professores Mudou Pouco As Intenções De Voto Dos Portugueses

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Antes da crise política que levou à ameaça de demissão de António Costa, o PS tinha 34% das intenções de voto; depois dela ficou com 36%. Esta é a alteração mais visível entre as duas sondagens feitas pelo ICS e pelo ISCTE para o Expresso e para a SIC, precisamente nos dias que antecederam a “crise dos três dias” e depois dela. Convém anotar: a margem de erro da sondagem é maior do que essa diferença (3,5%) e maior ainda se tivermos em conta que 47% dos inquiridos dizem não ir votar no próximo dia 26 de maio. Traduzindo: “As diferenças não são estatisticamente significativas”, nem sequer a diferença que se regista entre PS e PSD. Os sociais-democratas têm uma intenção de voto de 28%, estável nas duas sondagens. Mais um dado: a primeira e a segunda sondagens têm bases diferentes, pelo que não se pode inferir directamente uma mudança de posição face ao evento político mais marcante do mês.

Apesar disto, acrescenta o relatório do estudo, há uma conclusão que se pode tirar: “Se olharmos para as duas sondagens em conjunto como captando as intenções de voto válidas no período mais longo que vai do final de Abril a meados de Maio, já é possível dizer-se que a diferença entre PS e PSD é significativa do ponto de vista estatístico.” Dito de outra forma: a lista de Pedro Marques parte mesmo à frente da lista de Paulo Rangel.

A crise política teve ainda menor efeito nos restantes partidos: o Bloco regista 9% das intenções de voto (mais um ponto do que na primeira sondagem), a CDU e o CDS têm 8% (menos um cada, face ao pré-crise). Abaixo deles, registo apenas para o PAN, que passa de 3% para 2% (muito abaixo, voltamos a registar, da margem de erro da sondagem).

Mesmo assim, se forem lidas à letra, as intenções de voto da segunda sondagem poderão ter consequências na distribuição das cadeiras de eurodeputados. Se na primeira, essa distribuição era praticamente fechada (PS 8, PSD 7, BE 2, CDU 2 e CDS 2), a segunda poderia permitir ao PS subir um (entre oito e nove), o PSD perder um (entre seis e sete) e CDS e CDU ficar entre um e dois eurodeputados eleitos. Na prática, isto quer dizer que poderão ficar três lugares em disputa, por quatro partidos diferentes.

Fonte: Expresso

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