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Crimes trajados

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praxeMinistério da Educação recebeu 74 denúncias de praxes abusivas

Cantei, dancei, disse palermices e muitas asneiradas, fiz serenatas, vesti roupa ao contrário, comi sem talheres, rastejei, fiz flexões, fui colocado num tanque com água e levei com farinha e ovos, etc,etc… Mas sabem que mais? ADOREI!

Fiz muitos amigos nessa altura, o “carinho” dos “doutores” rapidamente se tornou em confraternização, amizade e proteção. Sim proteção, por mais absurdo que tal pareça havia uma proteção e uma genuína preocupação com o nosso bem estar.

A minha praxe foi aquilo que deve ser, uma praxe que tinha como principal objetivo integrar os caloiros, dando sempre a liberdade para estes dizerem “não”.

No entanto existe o outro lado da moeda, o lado em que indivíduos  vestidos de preto, aproveitando-se de uma autoridade consentida, dão asas às suas frustrações psicopatas, ignorando regulamentos e desrespeitando princípios básicos de socialização.

Esses cobardes que usam a capa como se fosse uma armadura não passam de criminosos oportunistas, atuando de forma premeditada e em conluio. As vítimas não devem ficar caladas e fazem muito bem em denunciar o sucedido às autoridades, indo até às últimas consequências sempre que se justifique.

Cabe às faculdades averiguar se existem códigos de conduta para a praxe. Não deixem a comissão de praxe com rédea solta, pois esta pode ser uma aliada ou inimiga. Fingir que não se passa nada é ignorar aquilo que é a base da sua existência, os alunos.

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