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Criança De 3 Anos Agredida Numa Creche Em Vila Nova De Gaia

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É nestas idades que é imperativo atuar de modo a evitar algo bem pior…


Carina Costa recorreu ao Instagram, num ato de desespero, para mostrar as fotos das marcas no corpo do filho, Diego, de três anos, depois de já ter alertado a creche que o menino frequenta.

Segundo a mãe, esta terá sido a segunda vez que o filho foi agredido pelo mesmo colega, da mesma idade, e a solução apresentada pelo Jardim de Infância do Outeiro, em Vila Nova de Gaia, terá sido remeter a vítima para uma espécie de isolamento. Da primeira vez, o menino chegou a casa com o pénis marcado. Já esta quinta-feira, dia 13, apresentava a cara com cortes, como mostram as fotos na galeria.

Mãe da criança dirigiu-se à creche para confrontar responsáveis
Em entrevista ao programa de Cristina Ferreira, a mãe da criança diz que ainda ontem (13 de fevereiro) conseguiu falar com a professora e que esta afirmou que as agressões tiveram lugar ao seu lado, mas que não percebeu como aconteceu. Carina deslocou-se à escola esta manhã para falar com a mesma, mas a docente não estava. A mãe da criança alegadamente agressora falou com Carina pelas redes sociais, isto porque a professora não quis facultar o contacto da outra mãe. Esta terá pedido desculpa pelo sucedido.

Na foto que nos foi enviada pela mãe, mas que o nosso site escolheu não publicar, é possível ver a genitália da criança negra e com marcas. Os problemas com o pequeno Diego, porém, começaram logo em outubro, um mês depois do início do período escolar, em setembro.

Diego usa óculos desde que tem um ano e, segundo a mãe, adaptou-se «tão bem que nunca necessitou de usar fitas». Quando começou a frequentar o Jardim de Infância do Outeiro, os colegas importunavam-no, «tirando-lhe os óculos». A professora disse que era normal naquelas idades e aconselhou a mãe a comprar fitas para os óculos da criança.

Fonte: Nova Gente

10 COMMENTS

  1. Eis um exemplo claro de que a culpa é dos professores e das instituiçôes, pois a sua primeira preocupação deveria ser proteger as vítimas. A culpa também é do Estado que não dá indicações claras e inequívocas de como agir nestes casos, uma vez que os professores parecem não saber o que fazer, permitindo que o fenómeno de bullying se normalize e prolifere. Nâo são as vítimas que têm de ser isoladss interiorizando desde pequenas que têm algo de errado por usarem óculos, causando desde cedo problemas de afirmação e auto-estima. Tem de se dar um sinal claro de que quem está errado são os outros. Isto é de bradar aos céus. Conheço casos piores com pais que não têm capacidade para proteger os seus filhos e a quem colegas lhes partem os óculos, nestes casos os professores castigam as vítimas por irem para o recreio com óculos sentando-as na última fila como punição, penalizando-os mutiplamente, por não verem, por usarem óculos e por serem vítimas. O bullying deveria ser crime público para que os poucos que se indignam e fazem alguma coisa pudessem fazer o trabalho daqueles que não fazem nada.

      • Ora…perfeito!!! Na teoria é uma coisa mas na prática, nós Educadores, somos confrontados com duras realidades… ainda n temos a capacidade da omnipresença…

      • Claro que eles agora chegam à escola em estado natural. Esse é um dos principais problemas. Os professores agora são encarregados de educação dos encarregados de educação. O mundo está ao contrário

  2. Os professores erram e quem tem a culpa é o Estado? Então o curso não engloba itens de pedagogia? Tenham paciência e sejam profissionais. DEIXEM DE SER INCOMPETENTES

    • São engraçados os comentários das pessoas. Nota-se uma total falta de conhecimento da realidae do que é uma escola. Muitos pais que apenas têm um ou dois filhos veem-se aflitos para os disciplinar e, na maior parte dos casos não o conseguem fazer! Castigam, conversam, usam de todas as estratégias que conhecem, mas o menino não muda. E que tal imaginarem-se com 15 ou mais crianças em sua casa, todos diferentes, todos com uma vitalidade extraordinária, todos com personalida própria e uma herança de comportamentos adquiridos junto das suas famílias…O que fariam vocês? Vá digam lá, o que fariam vocês para resolver o problema? É tão fácil falar!
      É urgente que cada um de nós se coloque no lugar do outro! É urgente que cada um de nós pense, sim, pense, porque as pessoas falam se pensar, o que é muito grave.

      • Se as criancinhas no seu estado de pureza selvagem se lembrassem de trucidar um animal por gozo e curiosidade nós deixamos porque é normal e confundimos o que é normal com o que é aceitável e demitimo-nos de educar?

    • Porque foi buscar a prdagogia? Para o efeito é tão irrelevante como a astrologia. O mais antigo bom senso e sentido de dignidade humana é suficiente.

  3. O que nunca se pode fazer é isolar a vítima como se a responsabilidade fosse dela. Se os meninos se lembrassem de partir os vidros todos e destruir o mobiliário também deixavam e diziam que não tinham capacidade de resposta? ou os bens materiais são mais importantes que a integridade de uma criança de três anos? Claro que é incompetência, principalmente humana, incapacidade de se indignar. Claro que a responsabilidade é do Estado que deixou a educação chegar a esta situação e que dorme sobre este assunto como dorme sobre outros.

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