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Covid19 | Houve 50 positivos em 15.800 testes rápidos feitos nas escolas

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Imediatamente antes do fecho das escolas decretado pelo Governo, as secundárias localizadas nos concelhos com maior incidência de novos casos de covid-19 tinham finalmente iniciado a utilização de testes rápidos para a deteção de infeções e prevenção de surtos. Nessa pequena amostra de três mil testes feitos durante os dias 20 e 21 de janeiro apenas foram ‘apanhadas’ 25 infeções (0,8%) entre estudantes do secundário e trabalhadores dos estabelecimentos de ensino. Já durante as duas semanas de pausa letiva que se seguiram e em que estiveram abertas 700 escolas para acolher filhos de profissionais de serviços essenciais, foram realizados 12.800 testes rápidos, apenas junto de professores e funcionários, com 25 a darem positivo, ou seja, 0,2%.

Os números foram revelados pelo ministro da Educação e serviram para reforçar uma ideia já antes afirmada: “As escolas são locais seguros. Temos de voltar às escolas e esta tem de ser a nossa preocupação”, insistiu Tiago Brandão Rodrigues, não referindo, no entanto, qualquer horizonte temporal provável para que tal aconteça. O que é certo é que, quando reabrirem, o regresso deve começar pelos mais novos e haverá testes feitos de forma mais regular.

Sem uma data ainda à vista, os partidos da oposição chamaram o ministro da Educação para falar deste regresso ao ensino à distância e do que continua a falhar um ano depois do primeiro confinamento e do primeiro fecho de escolas. E na lista incluíram desde a “falta de preparação” para o ensino à distância, falta de computadores face ao inicialmente prometido, tarifa social de Internet atrasada, escolas que replicam os horários como se os alunos estivessem em sala de aula ou professores sem meios para o ensino à distância.

Tiago Brandão Rodrigues admitiu falhas mas deixou a garantia: “Estamos inegavelmente melhor agora do que no ano passado.”

Sobre a questão dos apoios às famílias e das medidas que possam ajudar a conciliar o teletrabalho com o apoio a filhos pequenos, o ministro remeteu mais pormenores para a apreciação parlamentar que vai ocorrer esta quinta-feira e para a aprovação de mais medidas em Conselho de Ministros.

Bloco de Esquerda, PAN e PCP pediram ainda um reajustamento à extensão dos programas, dos horários e da avaliação dos alunos, incluindo a eliminação dos exames do 9º ano, tal como aconteceu no passado ano letivo. Mas a equipa da Educação garantiu já ter dado orientações sobre as aprendizagens essenciais que têm de ser feitas e avaliação externa “em coerência”, deixando apenas para os exames do secundário ajustamentos mais profundos.

As datas já foram atrasadas (1ª fase para julho e 2ª fase para setembro) e os alunos apenas devem realizar os exames nacionais exigidos nos cursos superiores aos quais queiram concorrer. A mesma solução foi adotada no ano passado.

Quanto às escolas que estão a replicar os horários que tinham antes da suspensão das aulas neste período de ensino à distância, o ministro pediu aos professores e direções de turma que façam essa avaliação com bom senso, adaptando a carga de trabalho online às idades e perfil dos seus estudantes.

Expresso

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