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Costa Fala Em Data Limite De 4 De Maio Para Regresso Às Escolas Mas Pais Querem Garantias

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Não se cometa o erro de “atirar” os alunos para as escolas, ou parte dos alunos por causa dos exames, sem que o covid-19 esteja minimamente controlado. Lembro que ainda antes do Governo decretar o encerramento das escolas, muitos pais já tinham proibido a ida dos seus filhos para as escolas…


António Costa assume que limite para regresso às aulas presenciais é 4 de maio

O primeiro-ministro tem o dia 4 de maio marcado no calendário como a data limite para a retoma do ensino presencial, de forma a que a pandemia do novo coronavírus tenha o menor impacto possível no decurso do ano escolar.

Em entrevista à Renascença, esta sexta-feira, António Costa lembra que o Governo vai tomar uma decisão sobre a continuidade do ano escolar durante a próxima semana, de modo a “terminar este ano letivo da forma mais justa, equitativa e normalizada possível”.

“A data limite para que o calendário escolar, designadamente do ensino secundário, possa ser cumprido com maior normalidade possível é o ensino presencial começar a 4 de maio. Esse é o limite para que possa tudo decorrer normalmente. Podemos ter ainda uma época de exames até ao final de julho, deixando a segunda fase para setembro, de forma a não perturbar o ciclo normal de agosto ser um momento de pausa no sistema educativo. Dia a dia, vamos vendo a evolução”, refere.

Evitar alteração de regras e diminuir desigualdades

O decreto do Presidente da República da renovação do estado de emergência fala em ajustes no Ensino Superior. Contudo, António Costa prefere não ter de alterar regras:

“Este decreto cria um quadro geral para um conjunto de oportunidades. Temos de utilizar com extremo cuidado este estado de emergência. É a primeira vez que temos uma situação destas, desde que a Constituição entrou em vigor. Temos adotado máxima contenção com o mínimo de perturbação. Espero que não se tenha de alterar regras, mas sim ajustar calendários, recuperando na medida possível este tempo, que não foi tempo perdido. Houve enorme esforço nesse sentido.”

O primeiro-ministro realça o esforço “extraordinário” de famílias, alunos professores e escolas, que ajudou “a dar um salto qualitativo imenso na transição para o futuro da sociedade digital”.

António Costa assume, ainda, o desejo de reduzir as desigualdades sociais que têm saltado à vista com este sistema de ensino à distância com suporte digital, e avançou com uma solução: “Um dos cenários que temos de preparar é conseguir complementar o ensino digital através da televisão.”

? Em direto. António Costa responde, na Renascença, às questões essenciais sobre a pandemia de Covid-19 em Portugal.

Publicado por Renascença em Sexta-feira, 3 de abril de 2020


Pais querem garantias para o regresso às escolas a 4 de maio

Nada a opor, desde que não haja riscos. A Confederação das Associações de Pais e Encarregados de Educação (CONFAP) até encararia como um sinal positivo, o regresso dos alunos às escolas no dia 4 de maio.

A data foi anunciada na Renascença pelo primeiro-ministro, António Costa, como o limite para que as aulas presenciais possam ser retomadas, dando continuidade ao ano letivo nas salas de aula.

“Se, na altura, estiverem garantidas todas as condições de segurança, isso será um bom sinal para todos”, considera o presidente da CONFAP, Jorge Ascenção, lembrando, porém, que “até lá, será apenas uma expetativa e teremos que ver como tudo isto se vai desenrolar para perceber se é ou não possível.

Para o presidente da CONFAP, se António Costa avançou com o limite de 4 de maio é porque “terá informações dos especialistas e da Direção Geral de Saúde, de que essa é uma data possível”.

O outro lado da moeda é a possibilidade de o governo, ao apontar para o início de maio, correr o risco de desmobilizar professores e alunos do até lá imprescindível, ensino à distância. Neste contexto, Jorge Ascenção está convencido de que o problema não se irá colocar.

“Julgo que não. Existem orientações claras para que após o período das férias da Páscoa as aulas sejam retomadas com ensino à distância. Mas que a data para o regresso às escolas seja 4 de maio, estamos a falar de três semanas, nas quais há muita coisa que se pode fazer”, conclui.

Fonte: RR

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