Home Escola Cortar Os Salários Dos Professores…

Cortar Os Salários Dos Professores…

3360
5

Foi ao de leve, foi dado como exemplo para combater a crise financeira pós-covid, mas foi dito.

O que Pedro Adão Silva podia ter referido é que a crise financeira não se resolve com mais austeridade, num país que finalmente deu um aumento salarial e mesmo assim foi de um mísero 0,3%. Façam as Eurobonds, perdoem a dívida, imprimam dinheiro do ar como se caísse do céu, mas se a austeridade regressar, rebentam com isto tudo e não vamos esperar mais uma década para ver novos aumentos salariais, mas sim toda uma geração que será sacrificada.

A classe média não pode ser sempre a principal vítima de todas as crises.

5 COMMENTS

  1. Este não começou agora. Nunca parou. Tal como Sousa Tavares, que sempre assumiu a sua mágoa pelo facto dos seus professores lhe vaticinarem um futuro académico-profissional nada auspicioso, também este deveria ajustar contas com o sofá do psicanalista.
    Somos maravilhosos a montar a tendinha para combater a pandemia, também somos maravilhosos a levar no corpo. É o espírito de resignação dos professores, matéria prima com que destroem a educação há 46 anos.

  2. É extraordinário que estes senhores não peçam a devolução do aumento de 600€ que os juízes conseguiram em Agosto de 2019 quando o país estava a banhos. Uma vergonha homologada pelo senhor presidente e silenciada por estes comentadores… Isso sim, seria justo e compreensível.
    Quanto aos professores, estão a trabalhar que nem doidos na preparação de aulas síncronas e assíncronas, na correcção de trabalhos de alunos e no registo de evidências em grelhas e mais grelhas… Tenham vergonha quando falam de uma realidade que desconhecem.

  3. Uma vergonha ! Sempre os mesmos !Porém, foram também os funcionários publicos que foram para a linha da frente ! Mas depois vemos o dinheiro público .. os lobies , os amigos a quem se arranja contratos – avença … e tantas outras formas de contorno a passar diante dos nossos olhos ! Ainda assim, não sei como a abstenção não é maior …

  4. Conhecendo a história e as lideranças (politicas, económicas, financeiras), a austeridade será uma inevitabilidade, e começará em 2021. E os primeiros a levar com ‘ela’ serão os profs, aplicando a receita conhecida: corte do salário base, ‘congelamento’ progressões, corte subsidios férias e natal, e talvez a ressurreição da mobilidade especial. Esta austeridade será pior do que a outra, porque não há fundamento politico para a contestação, pois será usada a doença como pretexto ideal e quem não o aceitar será rotulado de insensivel e egoista. Este Pedro Adão, sabendo-se apaniguado do PS, está a ser o mensageiro do que já se congemina nos gabinetes do poder.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here