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Coronavírus | “Só Os Alunos Sentados À Frente É Que Correm Risco De Contaminação” – Delegado De Saúde De Lisboa

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São declarações infelizes do Delegado de Saúde de Lisboa, afirmando que os alunos sentados no final da sala de aula não correm risco de contágio pois as gotículas de saliva da professora contaminada atingiram um máximo de 2 metros, esquecendo-se que os professores movem-se pela sala, aproximam-se dos alunos, independentemente da sua disposição na sala de aula.

Mas não ficou por aí, o Delegado de Saúde de Lisboa chegou mesmo a afirmar que os encarregados de educação podem ficar descansados, pois o grupo de risco são os professores por serem mais velhos. Apesar de factualmente ter razão, é preciso ter muito cuidado com o que se diz, pois a população em geral está muito sensível e preocupada com o que se está a passar. Se naturalmente que o discurso visa tranquilizar os pais e os alunos, deveria também tranquilizar os restantes membros da comunidade educativa, independentemente da sua idade.

O país dá claros sinais de desorientação sobre o covid-19, hoje mesmo o diretor da linha de saúde 24 foi demitido e se calhar mais alguns precisam de refletir se estão no sítio certo ou a transmitir a mensagem mais correta…


Saúde 24 mandou professora infetada ir trabalhar, diz diretor da escola da Amadora

O delegado de Saúde de Lisboa, Mário Durval, e o diretor da escola Roque Gameiro, Francisco Marques, onde uma professora foi testada positiva para coronavírus, prestaram esta quinta-feira esclarecimentos relativamente a este caso e às medidas que se seguirão.

Numa das declarações do diretor, este revela que a professora contactou o Saúde 24 quando regressou de Milão.

“Foi-lhe aconselhado a vir trabalhar quinta e sexta-feira [dias 27 e 28], na segunda-feira de manhã a professora ligou para a escola a questionar o que faria [uma vez que só lecionava à tarde]. Eu assumi o risco de dizer à professora para não vir trabalhar enquanto não tivesse o resultado e ela a partir de segunda-feira não voltou a lecionar nesta escola”, afirmou o diretor da escola da Amadora tendo esta quarta-feira vindo-se a confirmar que esta estava infetada.

Esta quarta-feira à noite, o diretor da escola foi contactado para tomar conhecimento dos resultados da docente e tomar as medidas apropriadas.

Mário Durval afirma ainda que “estamos a tomar medidas excessivas” relativamente à hipótese de uma professora infetar um aluno uma vez que as partículas infecciosas atingem apenas uma distância de dois metros, logo “os alunos do fundo da sala não estão em risco”.

O Delegado de Saúde acrescenta ainda que o risco maior não é para os alunos mas sim para os professores que são mais velhos. “Os pais devem tranquilizar-se e podem mandar os filhos à vontade para a escola”, garante Mário Durval afirmando que a responsabilidade dos alunos não irem às aulas é dos pais assim como a de fechar a escola é do diretor da mesma.

Fonte: Sábado

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8 COMMENTS

  1. Estava a ouvi-lo e a dizer ao mesmo tempo: ” Mas este Senhor Gajo pensa que a atual relação [email protected]/[email protected]/ [email protected] é a mesma da do tempo em que ele andou na escola? Como é possível ter ainda estas conceções, estar tão desatualizado?”
    E muito [email protected] pela parte que toca à grande maioria de docentes em serviço que estão acima da casa dos 50! Ou também desconhece esta realidade?
    Já que começaram a “rolar cabeças”, que tal juntar mais esta? ?????

  2. Este senhor e muitos outros pensa que os alunos ainda estão em filhinhas alinhadas de carteiras. Tb deve pensar que o professor se coloca à frente deles e debita a matéria. Santa ignorância! Não admira que se tomem atitudes e se fale da escola com total desconhecimento do que por lá se faz e como se faz.
    Hoje qualquer imbecil opina sobre a escola sem nada saber sobre o assunto.e depois quem se lixa é o mexilhão. Coitados dos alunos da frente!?? A professora colou os pés e nem se mexeu kkkkkkkk.

  3. Com todo o respeito por todas as opiniões, acho que estamos a gerar uma situação de alarmismo e a esquecer o que é importante, a começar pelos Ministérios da Educação e da Saúde, bem como por parte da DGS. A haver realmente uma situação de perigo real ( que existe, claro!), e se os nossos governantes se preocupassem verdadeiramente com a saúde de todos teria, desde logo, apostado num bom plano de sensibilização e prevenção. Não aconteceu. Os aeroportos registam todos os dias imensas entradas e ninguém se preocupou em fazer o levantamento e registo de quem chegou de países já contaminados, tendo assim uma lista de pessoas que poderia e deveria ter sido acompanhada, vigiada. À falta disso, resta a Saúde 24 para onde todos telefonavam e, não havendo sinais preocupantes, davam indicação para manter as suas rotinas. Demitiram-nos, mas a culpa vem do topo. A prevenção, enquanto mãe e professora, diz-me que devo nas minhas aulas, de forma esclarecida, informada, sensibilizar os meus alunos para o problema e acautelar certos comportamentos. E faço-o, mas ninguém mo pediu. Contudo, logo nas escolas, se houvesse plano de prevenção, este trabalho deveria ter sido feito. Não foi e não é! Mais, as escolas – como todos os que lá trabalham ou têm filhos que as frequentam sabem -. não estão minimamente preparadas para um combate preventivo; basta ir aos WC dos alunos e lavar as mãos. Não há sabão, desinfetante, gel, o que quer que seja! Estão preocupados? Estou, mas o exemplo vem de cima e deve começar por comportamentos preventivos. Na semana passada mandei um email para o professor do meu filho alertando para a falta de sabão. Eles estragam, é certo, mas o problema tem de ter uma solução. Vamos agir, mas de forma preventiva e sem pânico.

  4. Santa ignorância do que é o ensino. Ainda por cima uma professora de Físico-Química. Se tiver feito uma aula prática andou a borrifar partículas infecciosas por todos os alunos(as) dos grupos de trabalho e provavelmente com grande proximidade.

  5. Mais um que não tem a mínima ideia do modo como decorre uma aula… Esta declaração foi muito infeliz…

  6. Olhei para a cara do homem e vi logo: ali, a inteligência passou ao lado. Já são muitos anos disto. Vê-se à distância. Vocês não viram?

  7. “Eles não sabem nem sonham” o que é uma sala de aulas…
    Nem lhes passa pela cabeça que um professor circula, toca e mexe nos cadernos, nos livros, nos lápis e nas réguas dos alunos ….e que tudo anda de casa para a escola.
    Podem saber muito de saúde, mas não fazem a mínima ideia do que é uma escola.
    Pudera! Nunca lá puseram os pés…

  8. Este delegado deve ter tirado o curso de medicina sem exame de acesso, talvez com equivalência de aluno do profissional.

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